Os lusiadas

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Os Lusíadas
Os DEZ cantos dos Lusíadas
Canto I - Consílio dos Deuses (estâncias 20 a 41) - O canto I é constituído pela proposição em que o poeta anuncia o que vai cantar, pela invocação de inspiração às ninfas, pela dedicatória do seu poema ao Rei D. Sebastião e pelo Consílio dos Deuses no Olimpo. Neste Consílio os Deuses iam decidir se ajudavam os portugueses a chegar à Índia ou os impediam.Esta reunião era presidida por Júpiter, tendo estado presentes todos os Deuses convocados.
Júpiter, decide ajudá-los pois considerou que os portugueses, pelos seus feitos passados eram dignos de tal ajuda.
Vénus apoia Júpiter pois vê reflectida nos portugueses a força e a coragem do seu filho Eneias.
Marte decide também a favor dos portugueses pois sentia-se apaixonado por Vénus.
Baco pelocontrário não queria que os portugueses fossem para a Índia com medo de perder a sua fama no Oriente.
No final do Canto, o poeta reflecte acerca dos perigos que em toda a parte espreitam o Homem.

Canto II – A armadilha - O rei de Mombaça, influenciado por Baco, convida os Portugueses a entrar no porto para os destruir. Vasco da Gama, ignorando as intenções, aceita o convite, pois os doiscondenados que mandara a terra colher informações tinham regressado com uma boa notícia de ser aquela uma terra de cristãos. Na verdade, tinham sido enganados por Baco, disfarçado de sacerdote. Vénus, ajudada pelas Nereidas, afasta a Armada, da qual se põem em fuga os emissários do Rei de Mombaça e o falso piloto.
Vasco da Gama, apercebendo-se do perigo que corria, dirige uma prece a Deus. Vénuscomove-se (estrofe 33) e vai pedir a Júpiter que proteja os Portugueses, ao que ele acede e, para a consolar, profetiza futuras glórias aos Lusitanos. Na sequência do pedido, Mercúrio é enviado a terra e, em sonhos, indica a Vasco da Gama o caminho até Melinde onde, entretanto, lhe prepara uma calorosa recepção. A chegada dos Portugueses a Melinde é efectivamente saudada com festejos e o Rei desta cidadevisita a Armada, pedindo a Vasco da Gama que lhe conte a história do seu país.

Canto III - Após uma invocação do poeta a Calíope. Vasco da Gama inicia a narrativa da História de Portugal (estrofes 6 a 20). Começa por referir a situação de Portugal na Europa e a lendária história de Luso a Viriato. Segue-se a formação da nacionalidade e depois a enumeração dos feitos guerreiros dos Reis da 1.ªDinastia, de D. Afonso Henriques a D. Fernando.
Destacam-se os episódios de Egas Moniz e da Batalha de Ourique, no reinado de D. Afonso Henriques, e o da Formosíssima Maria, da Batalha do Salado e de Inês de Castro, no reinado de D. Afonso IV.

Egas Moniz
Neste episódio (estrofes 35 a 41) conta-se a história do aio de D. Afonso Henriques. Tendo dado a sua palavra ao rei de Castela que osoberano português lhe prestaria vassalagem, conseguiu o levantamento do cerco castelhano a Guimarães. Mas como D. Afonso Henriques se recusou a acatar estas condições, Egas Moniz foi entregar-se ao rei castelhano, com a mulher e os filhos, comovendo a todos pela sua lealdade e honra.
Batalha de Ourique
Em seguida (estrofes 42 a 54) é narrada a lenda da batalha de Ourique, em que o fundador de Portugalderrota cinco reis mouros depois de ter uma visão de Cristo. Por este motivo pinta os cinco escudos e os trinta dinheiros na bandeira de Portugal.
Dinastia de Borgonha
Nesta última cidade D. Afonso acaba por ser cercado pelo rei de Leão, e Camões introduz o seu herdeiro D. Sancho I na história, que se torna no assunto do canto bélico juntamente com o pai, e depois da morte deste (estrofes 83 e84) como rei.
Episodio: Inês de Castro (estrofes 118 a 135)
Na situação inicial apresenta-nos D. Inês que vivia um modo de vida feliz e despreocupado em que recordava constantemente o seu amado, o infante D. Pedro.
Mas o rei (D. Afonso, pai de D. Pedro) para solucionar o problema de seu reino manda matar D. Inês, pois D. Pedro era casado.
D. Inês fala com o rei, e pede piedade pelos seus...
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