Origem e declinio do imperio carolingio

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  • Publicado : 15 de outubro de 2012
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Origem e declínio do Império Carolíngio
As duas ondas invasoras germânicas
1. A primeira onda invasora
Os primeiros grupos germânicos atravessaram grandes distâncias até chegarem às regiões romanas em que se estabeleceram de maneira mais permanente: visigodos, na Espanha: ostrogodos, na Itália; vândalos, no norte da África, e burgúndios, na Sabóia.

Cada grupo contava aproximadamente com 80mil indivíduos, dos quais 20 ou 25 mil eram guerreiros. Comparados aos 16 milhões de romanos que encontraram, os germânicos formavam um bloco diminuto. Sendo assim, era grande o risco de serem engolidos pelos conquistados. Para evitar que isso ocorresse, mantiveram juridicamente separadas as duas populações: romanos e germânicos eram regidos cada qual pelas suas próprias leis. Mesmo quando seconverteram ao cristianismo, os germânicos não aderiram à ortodoxia católica, mas à heresia ariana, criando assim uma Igreja germânica separada.

Após ocuparem os extensos e populosos territórios que encontraram, os germânicos mantiveram os antigos funcionários romanos de baixo escalão, a fim de evitar o colapso dos mecanismos de governo. Adotaram o costume romano da hospitalitas (hospitalidade),com base no qual procederam à repartição dos bens, ficando com 1/3 ou 2/3 de terras e de escravos. No plano econômico, não modificaram em nada o escravismo e o colonato vigentes, preservando a vida econômica que gravitava em torno da villa (propriedade rural).
2. A segunda onda invasora
Esse quadro começou a mudar com a ocorrência da segunda onda invasora, integrada pelos francos, anglo-saxões elombardos. Esses grupos conquistaram, respectivamente, a Galia, a Inglaterra e o norte da Itália, territórios por onde se expandiram. Esses novos invasores germânicos haviam sofrido pouca ou nenhuma influência romana.

Ao contrário dos primeiros invasores, os novos não percorreram longas distâncias, Quando os francos conquistaram a Gália, toda a sua população já estava concentrada numa regiãovizinha, a Bélgica. Os anglo-saxões estavam concentrados no norte da Alemanha, de frente para a Inglaterra. Os lombardos estavam no sul da Áustria, a um passo da Itália. Essa proximidade da área de conquista permitiu um fluxo constante de reforços populacionais, possibilitando que cada avanço fosse aprofundado com a colonização dos domínios adquiridos.

Essa segunda onda ainda diferenciou-se daanterior em outro aspecto: os invasores não negociaram nada, simplesmente tomaram as terras. Daí em diante, as villae entraram em acentuado declínio. Seguindo esse movimento, o que ainda restava da administração romana desmoronou, enquanto o direito germânico foi se tornando dominante.

Curiosamente, os francos, que estavam menos familiarizados com a tradição romana e, portanto, com o cristianismo,foram os primeiros entre os povos germânicos a se converterem ao catolicismo. Tal conversão repetiu-se mais tarde, com os anglo-saxões e com os lombardos.

Desses três povos invasores os francos foram os mais empreendedores, como veremos em seguida.

As duas fases da Idade Média

A Idade Média estendeu-se por mil anos, abarcando o período que vai da queda do Império Romano, em 476, até atomada de Constantinopla pelos turcos otomanos, em 1453. Podemos, entretanto, distinguir nesse período duas fases: uma que vai do século V ao XI, denominada Alta Idade Média, e outra que se estende do século XI ao XV, chamada Baixa Idade Média.

Ao longo da primeira fase, temos a formação e a dissolução dos reinos germânicos num processo de acentuada ruralização da economia. Na fase seguinte, avida urbana e revigorada pelo desenvolvimento do comércio, e no século XIV a sociedade medieval é atingida por uma grave crise que irá assinalar o fim da Idade Média.
Os merovíngios (481-751)
1. A expansão dos francos

Por volta de 480, existiam duas importantes tribos francas: a dos francos sálios e a dos ripuários. Em 481, os francos sálios, da região de Tournai, elegeram como rei um jovem...
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