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sustEntAbilidAdE:
um longo procEsso histórico dE rEAvAliAção críticA dA rElAção ExistEntE EntrE A sociEdAdE E o mEio AmbiEntE.
Luis Arruda* Osvaldo Luiz Gonçalves Quelhas**
Resumo Cada vez mais empresas brasileiras estão implementando estratégias de desenvolvimento sustentável. Todavia, percebem-se neste processo diferentes opiniões e enfoques sobre como lidar com questões relacionadas a essetema. A revisão de literatura permitiu identificar a polissemia dos termos Desenvolvimento Sustentável e Sustentabilidade, as principais matrizes conceituais que polarizam os debates e o contexto que motivou as empresas brasileiras a implantarem práticas direcionadas à sustentabilidade. Trata-se de uma pesquisa documental e bibliográfica. Palavras-chave: Sustentabilidade; DesenvolvimentoSustentável; Gestão de Pessoas; Desenvolvimento de Competências.

A ruptura dos valores e crenças que sustentaram a sociedade e a economia mundial desde a segunda metade do século XX até os dias atuais mostra que a velocidade das mudanças tem sido a principal característica do mundo contemporâneo, ao mesmo tempo em que sinaliza a nossa incapacidade de compreender a realidade em sua totalidade (TEIXEIRA,2005)1. Com o fim do socialismo, marcado pela queda do muro de Berlim, o neoliberalismo teve seu impulso e contagiou rapidamente o mundo, estimulado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). A transição econômica do modelo keynesiano para o modelo neoliberal, se por um lado provocou a busca da competitividade, o emprego de novas tecnologias e novas formas de organização da produção e do trabalho,por outro lado também gerou um maior desemprego, a diminuição da renda e o aumento das desigualdades. Já com o fenômeno da globalização e da mundialização da produção, observou-se que em alguns países houve o aumento da parcela dos incluídos no consumo de massa (Extremo Oriente e Sudeste Asiático) com

* Mestrando em Sistemas de Gestão (UFF), Graduado em Pedagogia (UFRJ) e Especialista em Gestãode Instituições de Ensino (UFSC). Gerente de Projetos do Senai-RJ. E-mail: luisarruda@oi.com.br. ** Doutor em Engenharia de Produção (UFRJ). Vice-Coordenador do Mestrado Profissional em Sistemas de Gestão do Departamento de Engenharia de Produção (UFF). Professor da Universidade Federal Fluminense. E-mail: quelhas@latec.uff.br. Recebido em 09/08/10.

hábitos importados do Ocidente, assim como ocrescimento do número de excluídos do mercado de trabalho em escala nunca antes vista (DELUIZ e NOVICKI, 2004)2. O fato é que do liberalismo ao neoliberalismo econômico, o que temos presenciado é uma relação cada vez mais predatória do homem com a natureza. Para LOWI (2005)3, estes modelos econômicos estão nos conduzindo a um desastre ambiental de dimensões incalculáveis, que já é possível de serpresenciado na atualidade: poluição do ar nas grandes cidades, aquecimento do planeta, desertificação, degelo polar, destruição da camada de ozônio. De igual forma é possível observar o impacto desses modelos pelo mundo através da crescente parcela da população mundial que vem sofrendo com a pobreza, com a fome e com a exclusão social (ARAUJO; MENDONÇA, 2009)4. Portanto, desenvolvimentosustentável já não é mais um discurso para as próximas gerações, mas sim uma tarefa para agora. Frente à ampliação do debate em torno do aquecimento global, o tema sustentabilidade chegou ao topo das prioridades nas grandes empresas, e seus líderes vêm se mobilizando na busca do alinhamento de práticas empresariais com valores socioambientais mais justos, procurando introduzir uma gestão responsável ancoradapor instrumentos e princípios de governança corporativa. É comum encontrar na internet, por exemplo, grandes empresas de diversos segmentos, como Banco Real, Philips, Natura, Petrobras, Klabin, Aracruz Celulose, Roche, Bunge Alimentos, Suzano, Arcelor Brasil, Cia. Vale do Rio Doce, Banco do Brasil, Unilever e Vivo, divulgando relató-

B. Téc. Senac: a R. Educ. Prof., Rio de Janeiro, v. 36,...
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