Mito e homem

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O Mito e o Homem

Unidade Curricular: Antropologia I

Índice

1. Introdução | |
2. A Função do Mito 3. O Mito e o Mundo | |
4.1. O louva-a-deus religioso 4.2. Mimetismo e Psicastenia Lendário | |
4. O Mito e a Sociedade | |
5.3. A Ordem e o Império | |
5.4. Jogos de Sombras sobre a Hélade | |
5.5. Paris, Mito Moderno | |
5.Conclusão | |
6. Bibliografia | |
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1. Introdução

O presente trabalho é desenvolvido no âmbito da unidade curricular de Antropologia I, sendo solicitado pelo Dr. José Orta, docente desta mesma unidade.
Dentro das várias opções que nos foram dispostas, acabámos por optar pela obra “O mito eo Homem”, de Roger Caillois, pois despertou-nos principalmente, o facto de a obra abordar o mito, e obviamente, o Homem, parecendo-nos logo à primeira vista, a partir do título da obra, haver uma ligação entre estes e a Antropologia.
Para a execução do trabalho, iremo-nos fundamentar essencialmente na obra lida, tendo eventualmente a ajuda da Internet, para nos socorrermos de alguma ajudanecessária para entender alguns conceitos ou seguimentos históricos.
Iremos então, falar sobre o mito e a sua função, sobre o mito e o mundo, e o mito e a sociedade, uma vez que são estes os grandes temas da obra.
O mito (do grego antigo, "mithós") é uma narrativa tradicional com carácter explicativo e/ou simbólico, profundamente relacionado com uma dada cultura e/ou religião. Este, procura explicaros principais acontecimentos da vida, os fenómenos naturais, as origens do Mundo e do Homem por meio de deuses, semi-deuses e heróis (todas elas são criaturas sobrenaturais). Pode-se dizer então, que o mito é uma primeira tentativa de explicar a realidade.

2. A Função do Mito

* A capacidade de criar ou viver os mitos, não foi substituída capacidade de justificar os mesmos.
* Omundo dos mitos é considerado homogéneo, e como tal sujeito a uma chave única.
* De qualquer forma, é certo que o ritmo, que ocupa um lugar no ponto extremo da super estrutura da sociedade e da actividade do espírito, responde, por natureza às mais diversas solicitações, e isso simultaneamente, de tal foram que elas se imbricam nele de um modo a priori bastante complexo.
Cada sistema e porconseguinte, verdadeiro por aquilo que propõe e falso por aquilo que exclui podendo a pretensão de tudo explicar conduzir rapidamente o sistema ao estado de delírio de interpretação, como aconteceu às teorias solares.
É possível, aliás, que o delírio de interpretação seja perfeitamente justificável nestes casos, surgindo mesmo, na altura, como um método de investigação eficaz.
Já não se trata deverificar o princípio a partir de cada e de conservar suficientemente elástico para que se possa enriquecer, através do contacto com as próprias resistências que encontra, de modo que uma certa troca lhe permita à medida que explica, dominar aquilo que explica. Trata-se de um processo de adaptar à viva força, através de um processo de abstracção que lhes faz perder juntamente com os seus caracteresconcretos a sua realidade profunda.
Bastara indicar o esboço dialéctico da sua evolução: Parece que, em termos gerais, ela está dirigida do EXTERIOR para o INTERIOR.
Um primeiro nível de determinação é constituído pelos fenómenos naturais: o percurso diurno do Sol, as fases da Lua, os eclipses e as tempestades formam por assim dizer, como que um primeiro invólucro dos mitos, um suporte de valoruniversal, mas em contrapartida directamente pouco determinante. Sobretudo, não devemos concluir que a mitologia é uma espécie de tradução poética dos fenómenos atmosféricos.
SCHLEGEL que a define como «uma expressão enigmática da natureza ambiente sob a transfiguração da imaginação e do amor.» Os fenómenos naturais desempenham apenas um papel de enquadramento e devem ser considerados como um...
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