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FORMAÇÃO GERAL
1. Observe a figura e o texto que seguem.

TARSILA DO AMARAL – 1933, Os operários.
"O meu pai era paulista/ Meu avô, pernambucano/ O meu bisavô, mineiro/ Meu tataravô, baiano/ Meu maestro soberano/ Foi Antonio Brasileiro."
Fonte: Paratodos, canção gravada por Chico Buarque em 1993.

De acordo com a imagem e os versos da canção, assinale a alternativa relacionadacorretamente com a formação da identidade nacional no Brasil.
a) A importância do encontro de diferentes etnias; a origem geográfica pode revelar regionalismos culturais; a diversidade cultural está presente em nossa experiência cotidiana.
b) A influência de estrangeiros na cultura brasileira sempre esteve presente, por isso não temos uma identidade própria; os casamentos entre pessoas de diferentesregiões geram conflitos de identidade nacional.
c) É necessária a fusão entre a cultura de diferentes regiões para a criação de uma identidade nacional; a tolerância com os casamentos de pessoas de diferentes regiões ou países existe apenas no meio artístico, mas gera preconceito e discriminação.
d) Fica nítida a multiplicidade de povos que formam a sociedade nacional; a nossa identidadecultural existe regionalmente, mas não abrange a totalidade de nosso território; tratamos bem os estrangeiros porque não temos uma identidade nacional.
e) A indústria é responsável pelo surgimento de uma nação multicultural em todas as regiões de nosso país; as influências regionais são motivo de orgulho; a identidade nacional depende da mistura de pessoas de diferentes regiões através dasgerações.

2. (Adaptada - Cesgranrio - Bacen - janeiro/2010). Leia o texto abaixo e responda ao que se pede.
No Brasil das últimas décadas, a miséria teve diversas caras.
Houve um tempo em que, romântica, ela batia à nossa porta. Pedia-nos um prato de comida. Algumas vezes, suplicava por uma roupinha velha. Conhecíamos os nossos mendigos. Cabiam nos dedos de uma das mãos. Eram parte da vizinhança.Ao alimentá-los e vesti-los, aliviávamos nossas consciências. Dormíamos o sono dos justos.
A urbanização do Brasil deu à miséria certa impessoalidade. Ela passou a apresentar-se como um elemento da paisagem, algo para ser visto pela janelinha do carro, ora esparramada sobre a calçada, ora refugiada sob o viaduto.
A modernidade trouxe novas formas de contato com a riqueza. Logo a miséria estavabatendo, suja, esfarrapada, no vidro de nosso carro. Os semáforos ganharam uma inesperada função social. Passamos a exercitar nossa infinita bondade pingando esmolas em mãos rotas. Continuávamos de bem com nossos travesseiros.
Com o tempo, a miséria conquistou os tubos de imagem dos aparelhos de TV. Aos poucos, foi perdendo a docilidade. A rua oferecia-nos algo além de água encanada e luzelétrica.
Os telejornais passaram a despejar violência sobre o tapete da sala, aos pés de nossos sofás. Era como se dispuséssemos de um eficiente sistema de miséria encanada. Tão simples quanto virar uma torneira ou acionar o interruptor, bastava apertar o botão da TV. Embora violenta, a miséria ainda nos excluía.
Súbito, a miséria cansou de esmolar. Ela agora não pede; exige. Ela já não suplica; toma. Amiséria não bate mais à nossa porta; invade. Não estende a mão diante do vidro do carro; arranca os relógios dos braços distraídos.
Acuada, a cidade passou de opressora a vítima dos morros. No Brasil de hoje, a riqueza é refém da miséria.
A constituição do perfil da miséria no Brasil está diretamente relacionada com a crescente modernização do país.
Fonte: SOUZA, Josias de. A vingança damiséria. Folha de S. Paulo, São Paulo, 31 out. 1994. Caderno Opinião, p.2 (adaptado).

A partir da leitura do texto, conclui-se que ele tem por objetivo
a) criticar a ação governamental no trato com a miséria.
b) defender práticas de maior justiça social.
c) denunciar a culpa sentida pelas classes privilegiadas.
d) indicar soluções para a desigualdade social do país.
e)...
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