Memorial

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COLÉGIO ESTADUAL IDELZITO ELOY DE ABREU
ITUBERÁ-BAHIA

LEITURAÇÃO
INSTITUTO ANÍSIO TEXEIRA

MEMORIAL DE LEITURA

Ituberá-Ba
2010

MARIA DO SOCORRO VIANA OLIVEIRA

MEMORIAL DE LEITURA

Memorial apresentado como parte integrante da formação do LEITURAÇÃO
Sob a orientação da formadora:Evanice Ramos Lima

Ituberá-Ba
2010

“Continuo buscando, reprocurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar, e anunciar a novidade”. Paulo Freire

SUMÁRIO

1 APRESENTAÇÃO_____________________________________________ 5
2 MINHAFORMAÇÃO___________________________________________ 8
3 A EXPERIÊNCIA COM O PROJETO DE LEITURA _________________ 12
4 REFERÊNCIAS ______________________________________________ 14
4 APÊNDICES _________________________________________________

APRESENTAÇÃO

Nasci no dia 18 de agosto de1966, numa tarde ensolarada, dentro de casa, pois naquela época não havia hospital e o médicoDoutor Antônio da Costa Pinto Dantas realizava os partos em casa. O clima era de alegria, porque chegava naquele lar, uma menina filha do casal Dermival e Anadir o qual já possuíam três filhos.
Recebi o nome de Maria do Socorro em homenagem à santa do mesmo nome. Desde então moro em Ituberá que em tupi-guarani significa “cachoeira de águas reluzentes”, cidade localizada a 375 km da capitalSalvador.
Ituberá faz jus ao nome que recebeu, lindas cachoeiras, uma delas a de Pancada Grande localizada a 9 km da cidade, possui ainda outra menor que corta a cidade. De lá para cá muito coisa mudou, enquanto eu ia crescendo a cidade acompanhava o mesmo ritmo, no início com 7 mil habitantes, o último senso apresentou 27 mil habitantes.
Nela possui todos os tipos de comodidades que oprogresso pode trazer. Hoje, não necessitamos nos locomover para ou lugares em busca de algo, muitas vezes o que sentimos falta é de alguns aparelhos mais específicos ligados à área de saúde, daí é preciso nos deslocarmos para cidades maiores, assim, dá gosto viver aqui.
Tive uma infância feliz, brincava na vizinhança e em casa com minhas bonecas, gostava muito de folhear livros eprincipalmente que tivesse muitas gravuras para ir inventando histórias, não freqüentei escola infantil, naquele tempo não existia.
Minha mãe conta que sempre fui uma criança tranqüila e obediente, ela entregava vários livros velhos para eu ficar brincando, ela disse que isso me distraia e ela podia realizar seus afazeres. Tanta foi a minha curiosidade em aprender a ler que minha mãe se viu obrigadaa colocar-me numa “banca” aos cinco anos de idade para estudar.
Lá aprendi as primeiras letras, e a descobrir o mundo colorido das cartilhas. Minha professora se surpreendia com a rapidez de minha aprendizagem. Lembro que ela olhava-me com um olhar meigo e sincero e exclamava: “minha Socorrinho!” Feliz pelas aprendizagens que eu ia realizando.
Ingressei na escola pública aos seteanos de idade, na 2ª série, pois já estava alfabetizada. Vovô Esther, como carinhosamente a chamávamos foi a minha professora até a 4ª série. Ela foi quem primeiro descobriu minha vocação para ser professora de Língua Portuguesa, isto porque foi quem anos depois quando eu já tinha concluído o magistério indicou-me, sem eu saber, para ensinar no colégio Cenecista desta cidade.
Até hoje,lembro com saudade e emoção da minha professora das séries iniciais, a qual mesmo indo embora da cidade depois de se aposentar, continuei mantendo contato até o fim dos seus dias. Os seus restos mortais repousam nesta cidade, e a ela minha eterna gratidão.
Vovô Esther incentivava-me muito a ler e escrever. Lia muitas histórias, textos, trechos bíblicos, narrava as aulas de História como se...
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