MARX e a escravidão

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A escravidão é caracterizada como o regime social em que o trabalhador torna-se mercadoria e é submetido ao trabalho forçado de acordo com as ordens de seu proprietário. Essa forma de mão-de-obra vigorou por quase 400 anos no Brasil. Em meados do século XIX, o regime começou a perder força com os movimentos abolicionistas e com a pressão inglesa. A proibição do tráfico negreiro pela Inglaterra, em 1845, foi a primeira lei que visava extinguir o trabalho compulsório e não remunerado, já que não criava um mercado favorável, consumidor para os produtos exportados para o Brasil. Em 1888, foi assinada a Lei Áurea, que estabelecia o fim da escravidão. A abolição, porém, não alterou em nada as condições socioeconômicas dos ex-escravos, que, por serem pouco qualificados e sofrerem preconceitos, encontravam dificuldade para integrar-se na sociedade. Na realidade, ainda é possível encontrar resquícios desse regime no mundo contemporâneo.
A semiescravidão, exemplo de herança, baseia-se na exploração dos empregados pelos patrões. Os funcionários sob um regime de semiescravidão podem ser crianças, homens ou mulheres, possuir carteira de trabalho assinada ou não e são submetidos a jornadas exaustivas de trabalho, em que a remuneração não é condizente com o número de horas trabalhadas, em condições precárias. Além de serem privados de vários direitos, como vales transporte e de alimentação, folgas semanais e férias.
Essa forma de trabalho existe, hoje, praticamente em todos os países do mundo, porém, em diferentes níveis. A situação socioeconômica tem grande influência nesse índice, por ser a falta de opção que leva pessoas a se submeterem a essas condições.
De um lado existem os trabalhadores que se submetem a essa exploração, do outro os empregadores beneficiados com ela. Assim como a proibição do trabalho escravo, no século XIX, ocorreu por conta dos interesses de uma classe social dominante, a existência dessa nova forma de trabalho se deve aos agropecuaristas e donos de

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