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Revista de Educação e Pesquisa em Contabilidade Vol. 2, n.º 4, Resenha, pp. 145-149 ISSN 1981-8610 Dez 2007/Mar 2008 www.repec.org.br

RESENHA CRÍTICA

ANTÔNIO N. PEREIRA Mestrando em Ciências Contábeis-Finanças pela Fucape Business School. Especializado em Gestão Contábil (Fipecafi/USP) e Auditoria (UFF-RJ), Bacharel em Ciências Contábeis (Faced/Divinópolis-MG). Auditor Interno de Empresa deEnergia e Professor Substituto da Ufes

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Resenha Crítica

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Longe

da

retórica

amedrontadora,

dos

modelos

explicativos

mal-

especificados ou do “comercial de sabonete 1 ”, Cases in Corporate Governance, de Robert Wearing (2005), da Sage Publications, é uma obra que poderá ser utilizadapor professores e estudantes para o aprofundamento dos dilemas da governança corporativa de forma decisiva. A temática de governança cresce como discussão teórica e aplicada pela academia contábil brasileira, em face do bom momento do mercado de capitais, da preeminente adoção de padrões contábeis internacionais, do fluxo de investimentos externos e do crescente intercâmbio acadêmico e profissionalem um mundo, até certo ponto, sem fronteiras. Do geral para o particular, após a exposição da teoria, das implicações às práticas contábeis e do mercado de capitais, o case de outra realidade institucional pode ser uma boa ferramenta ou uma ponte para discutir e reconstruir, com as adaptações necessárias, visões para a governança do Brasil. Montar um case nacional já representa uma sugestão paraum projeto de seminário da disciplina de Mercado Financeiro, Auditoria ou Contabilidade Financeira, por exemplo. Não é sem tempo que, até mesmo, o mais tradicional doutorado brasileiro em Contabilidade, por muito tempo o único, ganhou recentemente uma cadeia para o estudo da temática trabalhada por Wearing (2005). O sistema de controles e gestão das organizações não passa ileso de falhas emcontextos variados (code ou common law), situação essa que leva ao ceticismo frente a qualquer receituário comercial ou legal messiânico de governança corporativa. Sem argumentos para encerrar a vantagem ou a desvantagem da Lei Sarbanes-Oxley, da Lei Sarbox e da Lei Sox (norma do mercado de capitais norteamericana), as experiências e a abordagem de contexto podem representar um bom esclarecimento econstrução da temática da governança corporativa numa perspectiva brasileira voltada para o factual, observadas as possibilidades do estudo de caso. Pior que não equacionar os custos e os benefícios de uma decisão,

“Empresa X: tome um ‘banho de governança’ e fique atrativa ‘aos olhos’ do mercado”. Ao observador mais experimentado metáforas divorciadas de informações factuais soam mal, no mínimo. Hátambém casos que todos os problemas empresariais agora são decorrentes da “falta de governança”. Governança uma palavra da moda, possivelmente nem tão nova assim, visão corroborada por Ricardino e Martins (2004).

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procedimento que soa estranho é omitir o primeiro e restringir adiscussão de governança à ocorrência de fraudes contábeis 2 . O livro inicia com um preciso recorte da teoria e da regulação da governança corporativa. Ao comentar os desenvolvimentos de propriedade e controle dos conselhos, a teoria do agente-principal e a orientação de controle da gestão via mercado, o livro propicia aos estudiosos um satisfatório navegar pelos mais relevantes papers da área: Jensene Meckling (1976) e Shleifer e Vishny (1997). Certamente aqueles que não citaram, fatalmente já encontraram esses trabalhos na literatura e pesquisa de ponta da área. Ponto positivo para a obra: a partir de pesquisas reconhecidas mundialmente está assentada boa parte das discussões. Em continuidade, a governança regulada e a voluntária passam pela discussão da experiência do Reino Unido e dos...
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