Maquiavel

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  • Publicado : 22 de janeiro de 2013
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“Julgo possível ser verdade que a fortuna seja árbitro de metade de nossas ações, mas que também deixe ao nosso governo a outra metade, ou quase. Comparo a sorte aum desses rios impetuosos que, quando se irritam, alagam as planícies, arrasam as árvores e as casas, arrastam as terras de um lado para levar a outro: todos fogemdeles, mas cedem ao seu ímpeto, sem poder detê-los em parte alguma. Mesmo assim, nada impede que, voltando a calma, os homens tomem providências, construam barreirase diques, de modo que, quando a cheia se repetir, o rio flua por um canal, ou sua força se torne menos livre e danosa, O mesmo acontece com a fortuna, que demonstraa sua força onde não encontra uma virtù, pronta para resisti-lhe e volta ao seu ímpeto para onde que não foram erguidos diques e barreiras para contê-la.”(Maquiavel, 2007ª, p. 119)
É preciso ter em conta o papel do acaso e do imponderável nos negócios humanos. Eles são capazes de trazer a glória, mas também a ruína. Aconjuntura politica, como a vida, é essencialmente mutável. Exatamente por isso, é preciso estar atento à mudanças dos eventos. Não existe sorte (fortuna) no mundo dosnegócios. O que existe é a perfeita combinação entre competência e oportunidade. Quem for competente saberá encontrar as melhores oportunidades. Maquiavel atribuiu essaqualidade ao homem de virtù que é capaz de construir diques para conter as inundações provenientes das mudanças. É preciso, portanto, olhar para adiante e precaver-seante a volatilidade dos tempos. Para isso, é necessário astúcia política. Os líderes devem adaptar-se ao tempo em que vivem, para manter-se no poder por mais tempo.
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