Macroeconomia

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  • Publicado : 17 de abril de 2012
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Fonte: Jornal Folha de São Paulo. 20 de abril de 2011. ANTONIO DELFIM NETTO Gradualismo Estamos num momento interessante. De um lado, existe um otimismo moderado do governo com relação àpossibilidade de manter a inflação sob controle, fazê-la retornar a 4,5% no final de 2012 e conseguir um crescimento médio do PIB em torno de 4,5% no biênio 2011-12. De outro, há um pessimismo exagerado de algunsanalistas do mercado financeiro. Estaríamos às portas de um profundo desarranjo fiscal e de perda completa da ancoragem da expectativa da taxa de inflação. O primeiro diagnóstico sugere uma políticaeconômica cuidadosa e vigilante para acomodar um razoável crescimento com aumento da inclusão social. O segundo diagnóstico prescreve uma ação drástica: um choque monetário para recuperar a"credibilidade" do Banco Central, supostamente perdida em 2010. Os dois têm custos e riscos sociais e políticos muito diferentes e é natural que o poder incumbente procure minimizá-los. O segundo diagnóstico éapoiado numa visão que não corresponde à realidade que estamos vivendo. Quando se analisa o que ocorre no mundo e se compara com o que nos acontece, verificamos que a situação fiscal (deficit nominale relação dívida/ PIB), mesmo não sendo a que gostaríamos, está longe de ser um desastre, e que a nossa taxa de inflação batendo no teto de tolerância da "meta" não está mais fora de controle do que ade qualquer outra do mundo emergente. Um dramático choque fiscal e um significativo aumento da taxa de juro real (já a maior do mundo e três vezes maior do que a do segundo colocado) poderia noslevar de volta à recessão. Não tenhamos ilusões. É impossível "calibrar" os efeitos de tal choque. Uma vez iniciado, ele se incorporará às expectativas dos trabalhadores que, com o risco de perderem seusempregos, cortarão seu consumo e dos empresários que, com medo de perderem o equilíbrio de suas finanças, reduzirão a produção e adiarão seus investimentos. Quem "calibra" para reduzir o crescimento...
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