Liturgia

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Liturgia Essentia Ecclesia

Sabemos que a liturgia é a celebração do Mistério Pascal de Cristo. Nisso é tornada a Essentia Ecclesia (Essência da Igreja) e aonde é fundamentada toda a nossa fé que ao celebrarmos o Ano Litúrgico, estamos “reavivando” a memória do Cristo Ressuscitado na nossa vida e na vida de nossa comunidade eclesiástica. O Ano Litúrgico "revela todo o mistério de Cristo node¬correr do ano, desde a encarnação e nascimento até a ascen¬são, ao pentecostes e à expectativa da feliz esperança da vinda do Senhor" (SC 102). Portanto, o Ano Litúrgico não apenas recorda as ações de Jesus Cristo, nem somente renova a lembrança de ações passadas, mas sua celebração tem força sacramental e especial eficácia para alimentar a vida cristã. Por isso, o Ano Litúrgico é sacra¬mento e,assim, torna-se um caminho pedagógico-espiritual nos ritmos do tempo.
Como a vida, a liturgia segue um ritmo que garante a repetição, característica da ação memorial. Repetindo, a Igre¬ja guarda a sua identidade. Para fazer memória do mistério, a liturgia se utiliza de três ritmos diferentes: o ritmo diário, alternando manhã e tarde, dia e noite, luz e trevas; o ritmo semanal, alternando trabalho edescanso, ação e celebração; o ritmo anual, alternando o ciclo das estações e a sucessão dos anos.
O ritmo diário acompanhando o caminho do sol, que é símbolo de Cristo, o povo de Deus faz memória de Jesus Cristo, nas ho¬ras do dia, pela celebração do Ofício Divino. - Daí o nome "Liturgia das Horas". De tarde, o sol poente evoca o mistério da morte, na esperança da ressurreição. De manhã, o solnas¬cente evoca o mistério da ressurreição, novo dia para a huma¬nidade. De noite, nas vigílias, principalmente na de sábado à noite, que inicia o domingo, dia da ressurreição, celebramos em espera vigilante o mistério da volta do Senhor. Em algum outro momento do dia ou da noite, rezamos o "Ofício das Leituras". E, em qualquer hora do dia, celebramos a Eucaris¬tia, que abrange a totalidade dotempo.
Os fiéis leigos também são convidados a celebrá-la, individual ou comunitariamente. Podem fazê-lo seguindo o roteiro simples e adaptado proposto pelo Ofício Divino das Comunidades, que conserva a teologia e a estrutura da Liturgia das Horas.Incentivem-se também outras formas de oração co¬munitária da Igreja, por exemplo, Ofícios Breves adaptados, Celebrações da Palavra de Deus, Horas Santas,Ladainhas, Ângelus, Via-Sacra e Rosário comunitário. "O dia litúrgico se estende da meia-noite à meia-noite. A celebração do domingo e das solenidades começa, porém, com as Vésperas do dia precedente".
O ritmo semanal é marcado pelo domingo, o dia em que o Senhor se manifestou ressuscitado. A história do domingo nasce na cruz e na ressurreição de Jesus. No primeiro dia da semana, quando asmulheres fo¬ram para embalsamar seu corpo, já não o encontraram mais. No domingo, Jesus apareceu vivo a vários dos discípulos, so¬zinhos, ou reunidos; comeu e bebeu com eles e falou-lhes do Reino de Deus e da missão que tinham que levar adiante. O dia de Pentecostes, vinda do Espírito Santo, também aconteceu no domingo.
“Por tradição apostólica que tem sua origem do dia mesmo da ressurreição deCristo, a Igreja celebra cada oitavo dia o mistério pascal, naquele que se chama justamente dia do Senhor ou domingo. Neste dia, pois, devem os fiéis reunir-se em assembleia para ouvirem a palavra de Deus e participa¬rem da eucaristia, e assim recordarem a paixão, ressurreição e glória do Senhor Jesus e darem graças a Deus que os "gerou de novo pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos parauma esperança viva". O domingo é, pois, o principal dia de festa que deve ser
lembrado e inculcado à piedade,dos fiéis: seja também o dia da alegria e da abstenção do trabalho. As outras celebrações não lhe sejam antepostas, a não ser as de máxima importância, porque o domingo é o fundamento e o núcleo do ano litúrgico" (SC 106).
O domingo exclui, por sua natureza própria, a fixação definitiva...
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