literatura africana

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Dragão e eu
É um dos mais velhos contos de Henrique Teixeira de Sousa, publicado em 1945. Narra a infância e adolescência, junta com o cão (Dragão). Entre os dois a ligação baseia-se na amizade e no companheirismo. Teixeira de Sousa, considerado um dos mais importantes escritores do arquipélago, no conto Dragão e eu, revela as mudanças e o amadurecimento pelos quais passou em certo período desua vida. Dragão, seu cachorro de estimação, é seu parceiro nesse passeio pelo cotidiano desse país.

“Eu e o Dragão fomos companheiros inseparáveis nas jornadas para o interior. Para mim, não era apenas um animal de estimação, era um amigo mais velho que admirava. ”
Cabo Verde é um arquipélago de origem vulcânica, constituído de dez ilhas, que lembra muito o nordeste brasileiro: tem clima árido, aforça das pessoas e a presença da música em suas pequenas ilhas. Foi descoberto em 1460 por Diogo Gomes a o serviço da Coroa portuguesa e foi colônia de Portugal até a sua independência, em 1975. Maltratadas pelas constantes secas e pela precariedade econômica, as ilhas de Cabo Verde sofrem grande baixa populacional devido ao alto índice de emigração. O medo e a fome são aspectos que fazem parteda sociedade cabo-verdiana.
Tipo de narrativa: A história deste conto, é narrada em 1° pessoa. Um ser ficcional que, entretanto, é colocado na ficção com base nas lembranças de infância do autor Teixeira de Sousa.
Ser real: o autor, que coloca na trama suas lembranças de menino, e do dia a dia cabo verdiano.
Ser ficcional: o menino e seu cachorro.
Personagens
Principais: Em todo o enredo deDragão e eu, a história gira em torno do menino que a pouco e pouco foi crescendo até que um dia, com a vontade do pai parou de estudar para cuidar dos negócios da família.
Era ainda menino, mas chegara a idade de já poder ter um cão. (...) O meu havia de chamar Dragão... (p.43) Fomos crescendo os dois, mas ele mais do que eu. (...) A escola! tudo se fora. Queria estudar mais. (...) Mas meu pai nãoconcordou. (...) Já tinha idade de começar a trabalhar a sério. Que lhe fazia muita falta na loja, pois precisava dum ajudante de confiança. (p.47) Começou a trabalhar na loja do pai, mas infelizmente, dois anos depois, o negócio não ia muito bem. (...) Entrei para a loja como ajudante. Com quinze anos, já podia tomar conta do negócio e assim meu pai ficava assim com o tempo livre para tratar dapropriedade do Norte. A propriedade do Norte passou a dar lucros, mas, por outro lado, o negócio ia mal.
Secundários: a mãe, o pai, a avó, a Frank (criado) a D. Alda (professora), o Pinoti (capador), a Olívia (prima), a Adélia (tia), a Guida, nhâ Felismina, o Xalino e Chichiti.
Características físicas:
Menino:
Comportamento habitual:
Enredo: O sol dava a impressão de ferver a terra. A mormaceira erade tirar a respiração. O pessoal
estirava-se debaixo das paredes, a fugir da calmaria. As mulheres com meninos pelos braços,
estendiam-se no chão, enquanto os filhos choravam pedindo comida, batendo-lhe com as mãos.
[...] Então, o número de mortos crescia. As sepulturas recebiam os corpos, engolindo-os para
se acabar com os vestígios da Inanição que invadira a Ilha.
(Luís Romano, Cabo Verde)
Amiséria, e a seca são as principais tramas de Dragão e eu. O que torna o conto característico de cabo verde.
“Eu e o Dragão fomos companheiros inseparáveis nas jornadas para o interior. A princípio caminhou tudo muito bem, mas depois comecei a notar o ambiente hostil que me rodeava. Duma ocasião, apedrejaram-me na estrada e por acaso Dragão correu atrás do homem que se agachou por trás de umtamarindeiro. Em parte dava razão àquela gente. Esperavam ansiosos pela chuva, que não vinha. Mesmo que chovesse, era já tarde. Compreendia que a situação se tornava cada dia mais difícil e eu tinha que trabalhar de qualquer forma. Dragão de vez em quando espetava as orelhas e punha-se a farejar por todos os lados. Eu sacava da pistola e parava a cavalgadura. Depois continuava estrada a fora, sempre...
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