Linguistica

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LINGUÍSTICA TEXTUAL
Disciplina: Linguística II

Estruturação do texto:
Percurso histórico;

Conceito de texto;

A construção dos sentidos no texto:
Coerência textual
Coesão textual

Um breve percurso histórico

O termo “Linguística de Texto” foi empregado pela primeira vez por Harald Weinrich.

Surgimento dos estudos sobre o texto – constituição de um campo que procura ir alémdos limites da frase, que procura reintroduzir o sujeito e a situação de comunicação.

Década de 60: esforço teórico de construir
uma Linguística para além dos limites da frase,
a chamada “Linguística do Discurso”

Segundo Marcuschi (1998a) “seu surgimento deu-se de forma independente, em vários países de dentro e de fora da Europa Continental, simultaneamente, e com propostasteóricas diversas”.

Houve não só uma gradual ampliação do objeto de análise da Linguística Textual, mas também um progressivo afastamento da influência teórico-metodológica da Linguística Estrutural saussureana.



Análise transfrástica: o interesse voltava-se para fenômenos que não conseguiam ser explicados pelas teorias sintáticas e/ou pelas teorias semânticas que ficassem limitadas no nívelda frase;

Construção de gramáticas textuais: descrição da competência textual do falante;

Teoria do texto: o texto passa a ser estudado dentro de seu contexto de produção e a ser compreendido não como um produto acabado, mas como um processo.
Análise transfrástica

Parte-se da frase para o texto

Texto:
“uma sequência pronominal ininterrupta” (Harweg,1968)
“sequência coerente deenunciados” (Isenberg, 1970)

Pedro foi ao cinema. Ele não gostou do filme

Não há uma simples substituição do nome pelo pronome.
Uso do pronome – instruções de conexão

Outros fenômenos “transfrásticos”: a pronominalização, a seleção dos artigos (definido e indefinido), a concordância dos tempos verbais, a relação tópico-comentário e outros.

Relação entre uma sequência e outra sem
apresença de um conector

(1) Não fui à festa de seu aniversário: passei-lhe um telegrama.

(2) Não fui à festa de seu aniversário: estive doente.

(3) Não fui à festa de seu aniversário: não posso dizer quem estava lá.

Elaboração de gramáticas textuais: não considerar o texto apenas como uma simples soma ou lista dos significados das frases que o constituem.
Gramáticas textuaisRepresentaram um projeto de reconstrução do texto como um sistema uniforme, estável e abstrato.
Postulava-se o texto como unidade teórica formalmente construída, em oposição ao discurso, unidade funcional, comunicativa e intersubjetivamente construída.
As propostas de elaboração de gramáticas textuais de diferentes autores, tais como Lang, Dressler, Dijk e Petöfi surgiram com a finalidade derefletir sobre fenômenos linguísticos inexplicáveis por meio de uma gramática do enunciado.
Esses autores consideram que:
não há uma continuidade entre frase e texto porque há, entre eles, uma diferença de ordem qualitativa e não quantitativa, já que a significação de um texto constitui um todo que é diferente da soma das partes.
O texto é a unidade linguística mais elevada, a partir da qual seriapossível chegar, por meio da segmentação, a unidades menores a serem classificadas.
Todo falante nativo possui um conhecimento acerca do que seja um texto.

Segundo Charolles (1989), todo falante possuiria três
capacidades textuais básicas:
capacidade formativa;
capacidade transformativa;
capacidade qualificativa
Segundo Fávero & Koch (1983), se todos os usuários da língua possuemessas habilidades, que podem ser nomeadas genericamente como competência textual, poderia justificar-se, então, a elaboração de uma gramática textual.
Verificação do que faz com que um texto seja um texto;
Levantamento de critérios para a delimitação de textos;
Diferenciação de várias espécies de textos.



Projeto de elaboração de gramáticas textuais – influenciado pela perspectiva...
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