Limites na primeira infancia

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LIMITES NA PRIMEIRA INFÂNCIA
Gislaine Ceci Santos Monteiro
Luciana Iserhard Nunes
Paola Selau Rosa

RESUMO
Este artigo apresenta uma reflexão sobre a indisciplina na primeira infância, problemática enfrentada pelas famílias e escolas contemporâneas.  O objetivo deste trabalho é tentar resgatar alguns aspectos da postura da família e do professor em relação à manipulação e a falta de limites dascrianças logo na primeira infância.

PALAVRAS - CHAVE: Limites. Família. Escola. Prática docente

INTRODUÇÃO
A família é o primeiro núcleo social que a criança terá contato, este núcleo de pessoas convive em determinado lugar, durante um lapso de tempo mais ou menos longo, se acham unidas (ou não) por laços consanguíneos. A família tem como tarefa primordial o cuidado e a proteção de seus membros,e se encontra dialeticamente articulado com a estrutura social na qual esta inserida. Porém com as diversas transformações sociais a família tem deixado de cumprir com o seu papel, pois é nela que se forma o caráter do sujeito ainda na primeira infância.

DESENVOLVIMENTO
A incumbência de educar foi gradativamente transferida para escola, porém por mais bem preparada que a escola e seus professoresestejam, nunca supriram a carência deixada por uma família ausente. A escola em contra partida afirma que sua função não é educar e sim ensinar, nessa disputa de força quem sai perdendo é a sociedade porque as crianças e os adolescentes ficam sem um referencial, sem uma base segura em que possam confiar e que digam o que de fato podem ou não fazer, o que é certo ou errado e ainda o que éeticamente correto.
Algumas pessoas acreditam que dar limites aos filhos é uma questão de opção, mas essas pessoas não sabem que há uma progressão de problemas que podem derivar da falta de limites.
Quando se trata de colocar limites às famílias e as escolas não sabem o que fazer e sentem-se completamente desorientadas. Em ambos os lugares tanto por parte dos pais como dos professores existe uma queixaquanto ao comportamento das crianças, sendo que essa se torna cada vez mais precoce. Ou seja, se antes a queixa concentrava-se basicamente nos adolescentes hoje se estende até os bebês. Mães reclamam que o bebê se impõe de tal forma sobre elas que perturbam o sono, a rotina e os seus interesses. De três gerações para cá, verifica-se uma mudança radical e significativa na posição dos pais quanto àcolocação dos limites e das regras disciplinares em seus filhos.

Disciplina não é obediência cega às regras, como um adestramento, mas um aprendizado éticopara se saber fazer o que deve ser feito, independente da presença de outros. Aliada à ética, a disciplina gera confiança mútua entre as pessoas [...] (TIBA, 2006, p.15)

No tempo dos avós a maneira de educar os filhos seguia uma direçãovertical, onde os pais exerciam sua autoridade de cima para baixo sem maiores questionamentos. A geração seguinte, massacrada pelo autoritarismo, quando assumiu o lugar dos pais agiu no extremo oposto, sendo muito permissivos. Com essa conduta foram eliminadas as diferenças geracionais, uma vez que, o exercício da autoridade seguiu uma direção horizontal, onde a igualdade entre pais e filhos prevaleceu.As consequências disso todos nós sabemos e, os padrões de comportamento, bem como os limites nas relações interpessoais se perderam pelo caminho e surgiram sujeitos com mais direitos do que deveres, mais liberdade do que responsabilidade. Essa perda que ocorreu dentro das famílias se reproduziu no ambiente escolar, onde os professores de maneira geral perderam a autoridade quanto a sua função deeducar e ensinar.
As crianças não precisam de “amigos” e nem de “tios”, elas precisam de pais e de professores que não confundam autoridade com autoritarismo e possam exercer suas funções com segurança e sem culpa. No papel de educadores, tanto os professores como os pais não podem se ausentar da tarefa de introduzir os limites necessários para que as crianças possam se desenvolver e se situar no...
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