Leishimaniose visceral e tegumentar americana

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  • Publicado : 15 de agosto de 2012
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1. INTRODUÇÃO

As leishmanioses são antropozoonoses consideradas um grande problema de saúde publica, representam um complexo de doenças com importante espectro clinico e diversidade epidemiológica. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 350 milhões de pessoas estejam expostas ao risco com registro aproximado de dois milhões de novos casos das diferentes formas clinicas ao ano.
Aleishmaniose tegumentar tem ampla distribuição mundial e no Continente Americano há registro de casos desde o extremo sul dos Estados Unidos até o norte da Argentina, com exceção do Chile e Uruguai.
No Brasil, Moreira (1895) identificou pela primeira vez a existência do botão endêmico dos paises quentes, chamando “Botão da Bahia” ou “Botão de Biskra”. A confirmação de formas de leishmanias em ulcerascutâneas e nasobucofaringeas ocorreu no ano de 1909, quando Lindenberg encontrou o parasito em indivíduos que trabalhavam em áreas de desmatamentos na construção de rodovias no interior de São Paulo. Splendore (1911) diagnosticou a forma mucosa da doença e Gaspar Vianna deu ao parasito o nome de Leishmania brazilienses. No ano de 1922, Aragão, pela primeira vez, demonstrou o papel do flebotomineona transmissão da leishmaniose tegumentar e Forattini (1958) encontrou roedores silvestres parasitados em áreas florestais do Estado de São Paulo.
Desde então, a transmissão da doença vem sendo descrita em vários municípios de todas as unidades federadas (UF). Nas ultimas décadas, as análises epidemiológicas da leishmaniose tegumentar americana (LTA) tem sugerido mudanças no padrão detransmissão da doença, inicialmente considerada zoonoses de animais silvestres, que acometia ocasionalmente pessoas em contato com as florestas. Posteriormente, a doença começou a ocorrer em zonas rurais, já praticamente desmatadas, e em regiões periurbanas. Observa-se a existência de três perfis epidemiológicos:
a) Silvestre – em que ocorre a transmissão em áreas de vegetação primaria (zoonose de animaissilvestres);
b) Ocupacional ou lazer – em que a transmissão esta associada a exploração desordenada da floresta e derrubada de matas para construção de estradas, extração de madeira, desenvolvimento de atividades agropecuárias, ecoturismo; (antropozoonose) ;
c) Rural ou periurbana – em áreas de colonização (zoonose de matas residuais) ou periurbana, em que houve adaptação do vetor aoperidomicilio (zoonose de matas residuais e/ou antropozoonose).
No Brasil, a LTA e uma doença com diversidade de agentes, de reservatórios e de vetores que apresenta diferentes padrões de transmissão e um conhecimento ainda limitado sobre alguns aspectos, o que a torna de difícil controle.
A Leishmaniose visceral ou Calazar é uma doença causada pelo protozoário da família Trypanosomatidae e pertencente aogênero Leishmania. A transmissão da doença é através da picada de insetos hematófagos do gênero Lutzomya e Phlebotomus.
A leishmaniose visceral (LV) era, primariamente, uma zoonose caracterizada como doença de caráter eminentemente rural. Mais recentemente, vem se expandindo para áreas urbanas de médio e grande porte e se tornou crescente problema de saúde pública no país e em outras áreas docontinente americano, sendo uma endemia em franca expansão geográfica. É uma doença crônica, sistêmica, caracterizada por febre de longa duração, perda de peso, astenia, adinamia e anemia, dentre outras manifestações. Quando não tratada, pode evoluir para óbito em mais de 90% dos casos.
No Brasil, a Leishmaniose Visceral (LV) é considerada um grave problema de saúde pública, tendo em vista suamagnitude, expansão geográfica e controle complexo, caro e laborioso. Tendo em vista que as atuais medidas de controle são limitadas, a Organização Pan Americana de Saúde/Organização Mundial de Saúde (OPAS/OMS), considera a LV como uma doença negligenciada de categoria 3, pois o campo da saúde pública não possui ferramentas efetivas para o controle avançado. Está distribuída em 21 Unidades...
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