Larie

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Free - Grátis

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Free (Grátis), o novo e polêmico livro de Chris Anderson – autor do
igualmente polêmico A cauda longa –, começa ser vendido no Brasil, em português, nesta sexta-feira, 7 de agosto. A obra foi lançada há um mês nos Estados Unidos e vem fazendo barulho por onde passa. Faz mais de um ano desde que o autor falou pela primeira vez sobre livro na internet. Desde então, o temacentral do livro vem gerando uma grande discussão
entre os adeptos dos produtos FREE e os contrários a dar qualquer coisa de graça para os outros.
Free explora a discussão sobre como ganhar dinheiro em um mundo onde
aparentemente as pessoas têm tudo de graça na internet e não querem pagar por conteúdo. Curiosamente, Anderson usou trechos inteiros da wikipedia no livro sem citar a fonte.Algumas semanas atrás ele teve que se retratar em público quando um crítico percebeu a omissão dos créditos. Anderson advoca que Free será o modelo de negócios do Século 21. Tudo free. “A informação quer ser livre”, diz Anderson.
Os exemplos que usa no livro para basear sua teoria já viraram  lugar comum hoje em dia (o livro demorou muito para ser lançado), como o YouTube e blogs, que distribuem oconteúdo gratuitamente e faturam em cima dos links patrocinados. Bem, nada novo com relação ao modelo atual oferecido pelas mídias  tradicionais. Mas a obra ainda suscita muitas discussões no meio “guruônico”. Malcolm Gradwell, no dia 6 de julho, soltou um artigo criticando o Free (leia aqui), depois Seth Godin soltou outro arrasando com Gladwell, e depois não sei quem soltou um artigo falando mal deGodin porque falou mal de Gradwell que falou mal de Anderson. Gladwell desaprova a ideia, Seth diz que não há o que discutir: o negócio do Free já está rolando e o mundo terá que se acostumar e se adaptar a essa realidade. Seth, Anderson e eu mesmo acreditam que “as pessoas irão pagar por conteúdo somente se ele for tão único que não poderão ter acesso em outro lugar, tão rápido que sebeneficiarão por saberem antes dos outros, e tão relacionada com o seu negócio que o investimento nesse conteúdo os ajudará a se aproximar de outras pessoas”.
Free vai além da mídia. Anderson fala da redução de custos de produção de uma série de produtos e serviços permitindo determinadas indústrias a  implesmente dar de graça os produtos que oferecem. Será que isso vai acontecer? Imagino que sim. Dar degraça o produto completo - e não amostras grátis - será a nova propaganda.
Tirando os publicitários de Cannes e os aspirantes a criativos, ninguém
se interessa por propaganda. O cidadão comum não tá nem aí para o que rola nos intervalos da novela. Zap no intervalo!
Uma vez que a propaganda e publicidade não são mais eficientes para chamar  a atenção das pessoas, o que as empresas vão usar paragerar novos clientes para novos negócios? A minha resposta é: CONTEÚDO, ENTRETENIMENTO, DIVERSÃO, REFLEXÃO, SABEDORIA, ESPIRITUALIDADE, COMUNIDADE, FAMÍLIA e SOCIEDADE.
Imagina um mundo onde a Cola-Cola é grátis porque é mais barato dar a
Coca-Cola de graça para as pessoas do que fazer anúncio na televisão para fazer você comprar uma Coca-Cola. Nesse cenário, imagina a Coca-Cola dando a Coca-Cola degraça porque ela ganha dinheiro te chamando para eventos como o Skol Beats.
Imagina um mundo onde todos os softwares da Microsoft são de graça porque a Microsoft ganha dinheiro com serviços de consultoria. É óbvio que é mais barato para a Microsoft dar o Windows de graça do que fazer campanhas milionárias na televisão. Só não percebe isso quem não sabe fazer conta. Ou quem tem interesse emganhar dinheiro com publicidade e marketing, ou seja, os publicitários e marketeiros.
Imagina um cenário onde o carro é grátis porque a GM ganha dinheiro com gasolina, ou, um cenário onde a gasolina também é grátis porque a GM resolveu ganhar dinheiro com a sua mega rede de resorts de família baseados nos principais países do mundo. Quanto tempo levaria para 1 milhão de brasileiros ficar sabendo...
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