Kersting, wolfgang. “em defesa em um universalismo sóbrio.” in:

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MESTRADO EM DIREITOS HUMANOS
7º encontro: (30/04/2012)TÓPICO – UNIVERSALISMO, MULTICULTURALISMO E DIREITOS HUMANOSTEXTO: KERSTING, Wolfgang. “Em defesa em um universalismo sóbrio.” In:
Universalismo e Direitos Humanos. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2003, p. 79
et seq.PROFESSORES: Prof. Dr. Paulo Gilberto Cogo Leivas Prof. Dr. Roger Raupp RiosMESTRANDO: André Vinicius Lenz |

APRESENTAÇÃODA LEITURA:
Trata-se de artigo produzido por ocasião da vinda do eminente Prof. Dr. Wolfgang Kersting (Catedrático de Filosofia da Universidade de Kiel, Alemanha) ao Brasil, em 2001, em uma iniciativa de quatro Universidades (PUCRS, UFG, YCG e UFSM) e pelo Instituto Goethe. Tradução de Luís Marcos Sander.
Neste texto, KERSTING tem como objetivo examinar o universalismo, a partir da filosofia, esuas possíveis causas de destruição. Em outras palavras, quais são os motivos que levaria o universalismo a perecer e quais seria a solução (salvação), em face de suas tendências autodestrutivas (p. 89).
Sua missão é demonstrar que o universalismo sóbrio, e não-enfático (p. 102), é a solução (salvação), em face de tendências autodestrutivas (p. 89). Para tanto, o autor apresenta argumentosessencialmente filosóficos para sustentarmos a validade do universalismo como pilar dos direitos humanos. E a término de seu trabalho, a argumentação que ele apresentou pode ou não ser sustentada junto com a tese a respeito da convergência do interesse humano e do direito humano.
E o que o autor que dizer por universalismo sóbrio? Segundo ele, o universalismo é sóbrio por três motivos: 1) porque elese restringe à esfera do direito; 2) porque ele abre mão de concepções problemáticas, em termos de fundamentação, que se agrupam em torno do valor e da dignidade do ser humano, e 3) porque a compatibilidade do universalismo, por ele projetado, qualifica-se com o particularismo moral.
A ideia central do texto é que o universalismo enfrenta inimigos externos, tais como autores abertamentecontrários a sua existência, e internos, que seriam falhas na sua constituição e fundamentação, além de problemas na compreensão semântica da ideia de direitos humanos. Dentre os mais verdadeiros adversários filosóficos da Idea de direitos humanos estão Jeremy Bentham (fundador do utilitarismo e que considerou a universalização da moral sem sentido), Karl Heinrich Marx e seu adversário de ideias EdmundBurke, que rejeitaram os direitos humanos porque entendiam que nele a abstração jurídica era além do normal, e Alasdair Chalmers MacIntyre, para quem os direitos humanos não passam de uma ficção (p. 87).
Não obstante os referidos adversários, utilitaristas (Bentham), marxistas (Marx), e comunitaristas (MacIntyre), KERSTING indica quem são os principais rivais dos direitos humanos: os que atuam nocampo da política e nos meios de comunicação.
O texto está estruturado, basicamente, em duas partes principais. Na primeira, há uma refutação aos argumentos contrários à ideia de universalismo e direitos humanos, bem como aos possíveis equívocos na abordagem do assunto, e na segunda, apresenta uma solução com base nas proposições que apresenta.
O autor, inicialmente discorre acerca dos motivospelos quais entende necessário afastar a discussão do ceticismo filosófico, já que este é meramente especulativo, acadêmico e carecedor tanto de fundamentos quanto de alternativas (p. 80), e apresenta o porquê de levar o tema para o campo do ceticismo prático. Neste, há ainda três possíveis formatações: a do naturalismo, a do emotivismo e a formatação do particularismo (também chamada decontextualismo ou relativismo). Esta última seria a única versão do ceticismo apta a enfrentar o senso comum quanto à filosofia moral. Define o relativista como aquele que “defende a tese de que os sistemas morais só possuem validade relativa, não podendo, por conseguinte, reivindicar uma validade universal, uma validade supratemporal e invariável de cultura para cultura” (p. 82).
No segundo momento, passa...
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