Itzifox

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 8 (1867 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 22 de novembro de 2012
Ler documento completo
Amostra do texto
Língua Portuguesa


ESTRUTURA DA AÇÃO

• Introdução (dois primeiros parágrafos) – Apresentação das personagens e descrição do ambiente em que vivem;
• Desenvolvimento (até ao penúltimo parágrafo) – Descoberta do tesouro, decisão de partilha e esforços para eliminar os concorrentes;
• Conclusão (dois últimos parágrafos) – Situação final.
Da conclusão infere-se que, seconsiderarmos a história dos "três irmãos de Medranhos", estamos perante uma narrativa fechada ; ao invés, se nos centrarmos sobre o "tesouro", teremos de considerar a narrativa aberta , dado que ele continua por descobrir ("...ainda lá está, na mata de Roquelanes.").
Por sua vez, o desenvolvimento tem também uma estrutura tripartida:
• Descoberta do tesouro e decisão de o partilhar;
• Rui eRostabal decidem matar Guanes; morte de Guanes; morte de Rostabal;
• Rui apodera-se do cofre e morre envenenado.
A articulação das sequências narrativas ( momentos de avanço ) faz-se por encadeamento. Os momentos de pausa abrem e fecham a narrativa e interrompem regularmente a narração com descrições (espaço, objetos, personagens) e reflexões.
 

PERSONAGENS

| |CARACTERIZAÇÃO FÍSICA |CARACTERIZAÇÃO PSICOLÓGICA |
|RUI |gordo e ruivo |avisado, calculista, traiçoeiro |
|GUANES |pele negra, pescoço de grou, enrugado |desconfiado, calculista, traiçoeiro |
|ROSTABAL |alto,cabelo comprido, barba longa, olhos raiados de |ingénuo, impulsivo |
| |sangue | |


Predomina o processo de caracterização direta , visto que a maior parte das informações são-nos dadas pelo narrador. No entanto, os traços de traição e premeditaçãode Rui e Guanes são deduzidos a partir do seu comportamento ( caracterização indireta ).
As personagens começam por ser apresentadas coletivamente ("Os três irmãos de Medranhos..."), mas, á medida que a ação progride, a sua caracterização vai-se individualizando, como que sublinhando o predomínio do egoísmo individual sobre a aparente fraternidade.
 

TEMPO

Tempo histórico – A referência ao"Reino das Astúrias" permite localizar a ação por volta do século IX, já que os árabes invadiram a península ibérica no século VIII (a ocupação iniciou-se em 711 e prolongou-se por vários anos, sem nunca ter sido concluída); por outro lado, no século X encontramos já constituído o Reino de Leão, que sucedeu ao das Astúrias.
Tempo da história – A ação decorre entre o inverno e a primavera, masconcentra-se num domingo de primavera, estendendo-se de manhã até à noite.
O inverno está conotado com a escuridão, a noite, o sono, a morte. E é no inverno que nos são apresentadas as personagens, envoltas na decadência económica, no isolamento social e na degradação moral ("E a miséria tornara estes senhores mais bravios que lobos."). Por sua vez, a primavera tem uma conotação positiva, associa-seà luz, à cor, ao renascimento da natureza, sugere uma vida nova, enquanto o domingo é um dia santo, favorável ao renascimento espiritual.
A ação central inicia-se na manhã de domingo e progride durante o dia. À medida que a noite se aproxima a tragédia vai-se preparando. Quando tudo termina, com a morte sucessiva dos irmãos, a noite está a surgir ("Anoiteceu.").
Tempo do discurso – A açãoestende-se do inverno à primavera e o seu núcleo central concentra-se num dia, desde a manhã até à noite. A condensação de um tempo da história tão longo (presumivelmente três ou quatro meses) numa narrativa curta (conto) implica a utilização sistemática de sumários ou resumos (processo pelo qual o tempo do discurso é menor do que o tempo da história). Nos momentos mais significativos da ação...
tracking img