Ismael

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  • Publicado : 26 de setembro de 2012
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*  Inconfidência Mineira• A verdade sobre a Inconfidência Mineira, rebelião ocorrida em 1789 e ainda hoje a mais romanceada da História do país, vem surgindo aos poucos.• Idealizada em Vila Rica, hoje Ouro Preto, a primeira articulação de brasileiros para obter a independência de Portugal forneceu um mártir para os republicanos de 1889 e para os militares de 1964. Os primeiros fizeram de JoaquimJosé da Silva Xavier, o Tiradentes, um símbolo. Os segundos o elevaram, por decreto, a "patrono cívico da nação", o único brasileiro cuja data de morte é comemorada com um feriado nacional.• Outros inconfidentes, como os poetas Cláudio Manuel da Costa, Tomás Antônio Gonzaga e Alvarenga Peixoto, foram imortalizados nos livros de história como espíritos libertários inspirados pelo iluminismofrancês.• O primeiro livro sério sobre o assunto só apareceu em 1973, quando o historiador inglês Kenneth Maxwell, após revirar arquivos no Brasil, em Portugal, na Inglaterra e na Espanha, publicou A Devassa da Devassa,provando que o levante tinha raízes mais materialistas do que se supunha. Segundo o livro, o que se pretendia, no fundo, era acabar com os tributos que a coroa portuguesa impunha àatividade mineradora.• Enquanto suas razões vêm sendo pouco a pouco esclarecidas, a aura de heroísmo dos chamados inconfidentes permanece. "Os historiadores têm-se detido sobre o ambiente intelectual que motivou a inconfidência", diz Kenneth Mawxell, para quem ainda há muito a ser descoberto sobre os inconfidentes. Seguindo essa trilha, o pesquisador Adelto Gonçalves acaba de defender, na Universidade deSão Paulo, a tese de doutoramento "Gonzaga, um poeta do iluminismo". Ele pesquisou a vida de Tomás Antônio Gonzaga, personagem famoso nos compêndios de literatura e nos livros de História.
* 3. As Cartas Chilenas• Na História, Gonzaga aparece como o autor do mais agudo panfleto político do período, as chamadas Cartas Chilenas. Sob o pseudônimo Critilo, criticava impiedosamente o entãogovernador da capitania de Minas Gerais, Luís da Cunha Meneses.• Tomas Antônio Gonzaga é o autor do poema satírico Cartas Chilenas, escrito no século XVIII contra os desmandos de um governador português no Brasil de 1783 a 1788, ou seja, no período imediatamente anterior à Inconfidência Mineira.• Esses poemas satíricos percorreram Vila Rica antes da conjuração mineira, em forma manuscrita e anônima. Ascartas são escritas por Critilo (o próprio Gonzaga) e dirigidas a Doroteu (supostamente, Cláudio Manuel da Costa), criticando o governador da capitania do Chile, Fanfarrão Minésio – pseudônimo de Cunha Meneses, que governou a capitania das Minas Gerais de 10 de outubro de 1783 a 11 de julho de 1788.• Sempre em choque com outras autoridades, como por exemplo o ouvidor Tomás Antônio, as treze cartasque compõem a edição mostram um governo marcado pela corrupção e crueldade, através da pintura objetiva de uma sociedade.• Não se deve imaginar porém que as cartas sejam um ataque frontal ao regime português. Nelas, Gonzaga satiriza pessoas e não instituições. É dentro deste padrão e convenções retóricas do Arcadismo que o poeta vai demonstrar alguns acontecimentos e sinais da década de oitenta dosetecentos.
* 4. • No caso de Cartas Chilenas, a análise feita à luz de outros textos mostrou que o autor, de uma forma subjetiva e atribuindo uma função moralizadora e educacional à sátira, procurava persuadir os contemporâneos a lutar pelos ideais, iluministas, de racionalidade e de autonomia do indivíduo contra o despotismo.• Defendendo um novo conceito de valor humano, de justiça e degovernabilidade, esse tipo de literatura, direta ou indiretamente, pode ter influenciado os movimentos de insurreição ocorridos no Brasil no final do século XVIII e começo do XIX.
* 5. • As “Cartas Chilenas” são um poema satírico de Tomás Antônio Gonzaga, que viria a ser um dos cabeças da Inconfidência Mineira. São treze cartas em versos, que teriam sido escritas por um tal de Critilo a seu...
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