Iracema e senhora

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  • Publicado : 7 de julho de 2011
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O léxico:
A presença afro-americana nos Estados Unidos tem causado um impacto substancial no vocabulário do inglês padrão. Até meados do século XIX, a maior parte desse léxico refletia o status e as condições de escravidão, constituído de muitos termos de insulto e denúncia. Os exemplos que se seguem têm origem na primeira metade do século XIX.
Slave driver (1807) - feitor de escravos; maistarde usado para designar qualquer empregador ríspido e exigente.
Uncle (1820) - termo de tratamento utilizado pelos brancos para se dirigir a um negro idoso.
Negro thief (1827) - pessoa que ajudava um escravo a fugir.
Nigger lover (1830) - termo de gíria para designar qualquer simpatizante do abolicionismo.
Poor white trash (1833) - termo usado pelos escravos para designar os brancos quese sujeitavam a desempenhar trabalhos escravos.
Free paper (1847) - documentos concedidos a escravos livres como prova de seu novo status.
Niggerhead (1847) - pedra ou rocha, especialmente arredondada e escura.
Nigger heaven (1850) - galeria ou fileira de assentos mais altos num balcão de teatro.
Em contraste, grande parte do vocabulário dos anos 60 possui certa marca positiva e até certoponto ousada. Vejamos alguns termos surgidos nessa época:
Black power - movimento que preconiza a igualdade racial e outras liberdades civis dos negros norte-americanos.
Freedom march - marcha da liberdade.
Soul brother - companheiro de cor.
Dignos de registro são alguns slogans:
Tell it like it is! Black is beautiful!
O termo sit-in tornou-se popular na década de 60, quando estudantesnegros, desafiando as “normas” de segregação, sentavam-se em lugares estritamente reservados aos brancos nos restaurantes, estações rodoviárias, teatros e outros logradouros públicos. Outros termos por analogia foram logo criados, em apoio ao movimento, como pray-in, play-in e swim-in (em áreas de lazer segregadas), e ao final da mesma década, o sufixo -in já estava sendo usado em todos os tiposde contexto, indo bem além dos movimentos de protesto, daí love-in, teach-in, be-in.
Quando se trata de dinamismo de linguagem e disposição para fazer uso de metáforas, o inglês negro é um dialeto difícil de ser superado. Consideremos alguns itens para fins de ilustração:
Dog (também grafado dwag), além de “cão”, pode significar “pé”, “amigo” ou “homem”: My dogs are killing me.
Butter“manteiga” - emprega-se com o sentido de “legal”.
Grill “grelha” - passa a significar “dentes”.
Fat “gordo” - é utilizado na acepção de “legal”, “excelente”, ou ainda “sexy”: You are truly fat, Wendy!

Conclusão: (EDITAR PQ É COLA DE UM TRABALHO)
Nos Estados Unidos, as variedades vernáculas do inglês negro tornaram-se um foco de atenção particular nas últimas décadas. A história dessas variedadesé complexa, controversa e apenas parcialmente compreendida. Há pontos de vista conflitantes sobre a origem do inglês negro. Registros das primeiras formas desse discurso são esparsos. Não está devidamente esclarecido, por exemplo, até que ponto o discurso negro tem influenciado a pronúncia dos brancos do sul. De acordo com alguns linguistas, o contato durante gerações entre senhores e escravoslevou aqueles a assimilar alguns hábitos do discurso destes, que se desenvolveram dando origem ao falar “arrastado”, típico do sul. Somente a partir do século XIX, quando os movimentos abolicionistas começaram a reivindicar os direitos civis dos negros, é que as representações solidárias do inglês negro começaram a despontar em obras literárias, como as de Harriet Stowe (Uncle Tom’s Cabin) e MarkTwain (Hucklebery Fin).
Levada para as cidades industriais dos estados do norte nas últimas décadas do século XIX, a cultura negra tornou-se conhecida no país inteiro, especialmente por sua música. O resultado linguístico foi um grande afluxo de vocabulário novo, informal, no uso geral da língua, à medida que os escravos aprendiam os padrões do discurso vivo daqueles que cantavam, tocavam e...
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