Interdisciplinaridade

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Ao pensarmos a formação profissional do Assistente Social precisamos apreender o
cenário em que a profissão se efetiva, bem como a realidade social que a cerca. Acredita-se que
as mudanças políticas, sociais, culturais e ideológicas, que vivemos nos tempos atuais; as
profundas transformações nos processos de produção e reprodução da vida social; assim como asrelações entre os sujeitos, nos impulsionam a refletir sobre as novas demandas e dinâmicas do
mundo do trabalho.

Esta nova conjuntura da realidade reafirma a necessidade de superação de práticas, nos
impulsionando a ter um olhar instigante para o mundo contemporâneo. Mais do que compreender
o significado e papel da profissão na sociedade do capital diante do processo de reproduçãodas
relações sociais, as novas necessidades do mercado de trabalho demanda uma formação
profissional que propicie aos Assistentes Sociais subsídios teóricos, éticos, políticos e técnicos

1
Docente da Graduação e do Programa de Pós-Graduação em Serviço Social da UNESP/Franca, Líder do Grupo de
Estudos ePesquisa Formação Profissional em Serviço Social, Supervisora da Unidade Auxiliar Centro Jurídico
Social/UNESP, cirlene.olveira@uol.com.br
2
Psicóloga na Prefeitura Municipal de Itirapuã, Aluna Especial do Programa de Pós-Graduação em Serviço Social da
UNESP/Franca, Membro do Grupo de Estudos e Pesquisa Formação Profissional em Serviço Social,
tatimachiavelli@yahoo.com.br que auxiliem nodesenvolvimento de habilidades que possibilitarão uma ação crítica, criativa e
comprometida.

A contemporaneidade exige cada vez mais
profissionais qualificados, dotados de conhecimentos
especializados e atualizados, flexibilidade intelectual
no encaminhamento de diferentes situações e
capacidade de análise para decodificar a realidade
social (Oliveira,2003, p 43).

Nesse contexto, acredita-se que a formação profissional, na atualidade, deve ser
(re)pensada, a fim de que possamos possibilitar a capacitação de profissionais condizentes com
novas dinâmicas de trabalho.

Quando falamos em formação profissional estamos pensando num processo dialético,
portanto, aberto e dinâmico, que traz a possibilidade deaprendizagem e compreensão da
realidade que nos cerca. Caracterizado por ser um processo vivo, a formação profissional
encontra-se sempre em movimento, orientando-se para o crescimento e fortalecimento do Serviço
Social. Nesse sentido, Gonçalves e Higuchi (1998) apontam a formação profissional como um
processo, como uma práxis (ação-reflexão-ação) que leva aodesenvolvimento de habilidades
necessárias ao desempenho profissional.

Batista in Fazenda (2002) propõe que a formação atravessa e constitui a história dos
homens como seres sociais e por isso traz consigo dimensões subjetivas e dimensões
intersubjetivas. Formar é possibilitar um processo de abertura a partir do qual algo possa vir-a-
ser.

Aformação profissional da qual estamos tratando deve buscar eficiência e modernização,
capacitando o profissional para uma atuação de nível macro.

Parte-se do pressuposto de que a formação
profissional, numa realidade específica, não pode ser
considerada isoladamente da realidade social, expressa
pelo aspecto estrutural e conjuntural, pelo sistema
educativo em geral, e,especificamente, pelo e ensino
superior, como contexto da formação profissional, a
qual, necessariamente, reflete o movimento histórico
da própria sociedade (Silva, 1984, p 5).

Nesse sentindo, pensar a formação profissional é refletir sobre o desenvolvimento do
Serviço Social na sociedade brasileira. Faz-se necessário o desenvolvimento de uma proposta de...
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