Inconfidencia mineira

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A Inconfidência Mineira, ou Conjuração Mineira, foi uma tentativa de revolta[->0] de natureza separatista[->1] abortada pela Coroa portuguesa[->2] em 1789[->3], na então capitania de Minas Gerais[->4], no Estado do Brasil[->5], contra, entre outros motivos, a execução da derrama[->6] e o domínio português[->7].
História
Antecedentes
Na segunda metade do século XVIII[->8] a Coroa portuguesaintensificou o seu controle fiscal sobre a sua colônia[->9] na América do Sul[->10], proibindo, em 1785[->11], as atividades fabris e artesanais na Colônia e taxando severamente os produtos vindos da Metrópole[->12]. Desde 1783[->13] fora nomeado para governador da capitania de Minas Gerais D. Luís da Cunha Meneses[->14], reputado pela sua arbitrariedade e violência. Somando-se a isto, desde o meadodo século as jazidas de ouro[->15] em Minas Gerais começavam a se esgotar, fato não compreendido pela Coroa, que instituiu a cobrança da "derrama[->16]" na região, uma taxação compulsória em que a população de homens-bons deveria completar o que faltasse da cota imposta por lei de 100 arrobas[->17] de ouro (1.500 kg[->18]) anuais quando esta não era atingida.
A conjuração
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[->20][->21]Opoeta árcade[->22] Tomás Antônio Gonzaga[->23], uma das figuras do movimento.
Estes fatos atingiram expressivamente a classe mais abastada de Minas Gerais (proprietários rurais, intelectuais, clérigos e militares[->24]) que, descontentes, começaram a se reunir para conspirar. Entre esses descontentes destacavam-se, entre outros, os poetas Cláudio Manuel da Costa[->25] e Tomás AntônioGonzaga[->26], os coronéis Domingos de Abreu Vieira[->27] e Francisco Antônio de Oliveira Lopes[->28], os padres José da Silva e Oliveira Rolim[->29] e Carlos Corrêa de Toledo, o cônego Luís Vieira da Silva[->30], o sargento-mor[->31] Luís Vaz de Toledo Pisa[->32], o minerador Inácio José de Alvarenga Peixoto[->33] e o alferes Joaquim José da Silva Xavier[->34], apelidado de "Tiradentes".
A conjuraçãopretendia eliminar a dominação portuguesa das Minas Gerais e estabelecendo ali um país livre. Não havia a intenção de libertar toda a colônia brasileira, pois naquele momento uma identidade nacional ainda não havia se formado. A forma de governo escolhida foi o estabelecimento de uma República[->35], inspirados pelas ideias iluministas[->36] da França[->37] e da recente independêncianorte-americana[->38]. Destaque-se que não havia uma intenção clara de libertar os escravos[->39], já que muitos dos participantes do movimento eram detentores dessa mão-de-obra[->40].
[->41]
[->42][->43]Óleo sobre tela de Leopoldino de Faria[->44] (1836[->45]-1911[->46]) retratando a Resposta de Tiradentes à comutação da pena de morte[->47] dos Inconfidentes. Essa tela foi encomendada pela Câmara Municipal deOuro Preto[->48], no final do século XIX[->49], para homenagear Tiradentes[->50], o Mártir da Inconfidência, como passou a ser retratado após à Proclamação da República[->51].
Entre outros locais, as reuniões aconteciam em casa de Cláudio Manuel da Costa[->52] e de Tomás Antônio Gonzaga[->53], onde se discutiram os planos e as leis para a nova ordem, tendo sido desenhada a bandeira da novaRepública, – uma bandeira branca com um triângulo e a expressão latina[->54] Libertas Quæ Sera Tamen - , cujo dístico foi aproveitado de parte de um verso da primeira écloga[->55] de Virgílio[->56] e que os poetas inconfidentes interpretaram como "liberdade ainda que tardia[->57]".
O governador da capitania de Minas Gerais, Luís António Furtado de Castro do Rio de Mendonça e Faro[->58], Visconde deBarbacena[->59], estava determinado a lançar a derrama, razão pela qual os conspiradores acertaram que a revolução deveria irromper no dia em que fosse decretado o lançamento da mesma. Esperavam que nesse momento, como apoio do povo descontente e da tropa sublevada, o movimento fosse vitorioso.
A conspiração foi desmantelada em 1789[->60], ano da Revolução Francesa[->61]. O movimento foi traído por...
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