Ilha dos amores

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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA – UESB
DEPARTAMENTO DE CIENCIAS HUMANAS E LETRAS - DCHL
Disciplina: Literatura Portuguesa I
Docente: Zilda de Oliveira Freitas
Discente: Carine Silva Souza

Avaliação Escrita
Eduardo Lourenço, professor e filosofo português, é um crítico e ensaísta literário, virado principalmente para a poesia. Lourenço considerava Luís de Camões o mais importantepoeta do classicismo português, pois, foi o mestre que em poesia épica se distinguiu acima de todos os outros. Camões que criou a única mitologia cultural digna desse nome ainda viva e, apesar das aparências, mais viva do que nunca como texto profético da nossa perenidade sempre em instância do naufrágio.
Camões foi o mais importante poeta do classicismo porque até então, antes era idade média,apelidada de idade das trevas. E eis que surge o classicismo importante movimento de renovação científica e cultural ocorrido na Europa que marca o nascimento da Idade Moderna. E em 1572, Camões publicou “Os Lusíadas”, sua epopéia que apresentava 1102 estrofes, todas em oitava-rima decassílabas, organizadas em dez cantos onde celebrava os recentes feitos marítimos, glorificando o povo português.
Apoesia épica de Camões narra a história de Portugal, com a viagem de Vasco da Gama às Índias. Ilustrando as características do classicismo que entre outras, era o nacionalismo, a perfeição formal, e a presença da mitologia greco-latina. Sendo assim sua obra narra também, as bravuras e os amores de um povo e um país que era excluído como Portugal. A ocidental praia lusitana (Portugal) entre os séculosXV e XVI tornou-se um dos países mais importantes da Europa pelo destaque no processo de expansão marítima e comercial.
Foi Camões quem projetou com seu poema “Os lusíadas” a literatura a tornar-se entre as literaturas a mais significativa do cenário europeu na época. Camões quem supervalorizou os feitos dos portugueses, tratando-os como heróis, que realmente foram, a desbravar os mistérios domar com 170 homens 3 naus e um navio de mantimentos. Das naus envolvidas, apenas a São Rafael não regressou, pois teria sido queimada por incapacidade de a manobrar, consequência do reduzido número a que se via a tripulação no regresso, fruto das doenças responsáveis pela morte de cerca de metade da tripulação, apenas 55 dos 148 homens que integravam a armada sobreviveram a este grande feito. Pudeobservar de perto na aula de campo que fizemos com a visita ao Memorial da Epopéia do Descobrimento, localizado em Porto Seguro-Ba. Nesta visita pude conhecer uma replica da caravela muito semelhante a que era utilizada por Vasco na viagem e perceber que em terra firme a mesma não me pareceu muito segura e nada cômoda como nossa casa. Imagine no mar, enfrentando, sua fúria e suas incertezas e tudoque eles enfrentaram para cantar a glória deste povo que, destemidamente, foi capaz de superar a sua fraqueza de “bicho da terra tão pequeno” e igualar-se aos deuses. Realmente heróis e aventureiros eles foram.
Tão “obcecado” era Camões por seu poema que ao naufrágio conta a lenda que preferiu salvar seus manuscritos de "Os Lusíadas" ao salvar Dinamene, sua namorada de origem oriental. Por todosesses argumentos e ainda por ser um poema cantado como ele fez, tão milimetricamente arrumado, merece ser sim Camões, considerado por Eduardo Lourenço e todos os lusos o mais importante poeta do classicismo português.
O episódio da Ilha dos Amores é considerado um dos três momentos mais líricos da obra camoniana, pois os outros dois são os cantos III que falam da história de Inês de Castro e ocanto IV que fala sobre O velho do Restelo. O lirismo se anuncia no episódio do mito que é contado por Luís de Camões, nos Cantos IX e X, neste é relatada a recompensa ficcional da gloriosa caminhada portuguesa através dos tempos e em recompensa a deusa Vênus resolve premiar os heróis lusitanos, com um merecido descanso e com prazeres divinos, numa ilha paradisíaca, no meio do oceano, a Ilha dos...
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