Homossexualidade, ciencia e senso comum

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  • Publicado : 24 de novembro de 2012
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“A gente espera do mundo e o mundo espera de nós um pouco mais de paciência...” Lenine – Paciência

Vários séculos se passaram desde o começo da humanidade. O homem passou por inúmeras e significativas mudanças, inclusive na sua forma de pensar. Algumas ideias ainda permanecem as mesmas, porém outras sofreram irreversíveis modificações, entre essas, estão as diversas opiniões sobre um dosassuntos de grande polêmica, cada vez mais discutido pela sociedade: a HOMOSSEXUALIDADE.
Por muito, tempo esse tema foi tratado como uma prática doentia e desviante, algo fora da normalidade, perante os olhos de alguns indivíduos. Muitos criam um prejulgamento sobre algo que não está de acordo com seus padrões de certo e errado, “as pessoas se assustam quando elas não entendem”.
Freud em sua obraOs Três Ensaios Sobre a Sexualidade, fala sobre as fases do desenvolvimento, apontando como a criança está entrelaçada libidinosamente à mãe (4 a 5 anos), criando uma resistência na separação, é quando começa o Complexo de Édipo. Em uma família pode ocorrer uma disputa de posse entre pai e filho, lutando pelo o amor da mãe. A presença da imposição paterna é necessária nessa fase, pois irá colocarlimites na criança. Inicialmente, encontra-se um pouco de resistência, mas com o passar do tempo a criança se identifica com o pai e interioriza sua masculinidade, inclusive seu objeto de desejo, que irá se firmar na adolescência. É exatamente aqui, no contexto do Complexo de Édipo, que surge o homossexualismo. Àqueles pais que não conseguem impor o limite ao filho, quando são super protegidospela mãe, que não permite essa afronta, eles não interiorizam a masculinidade paterna e se voltam para mãe, incluindo os gostos. Relação: pai passivo/mãe dominadora.
Existe uma adaptação feita para o século XX, por alguns psicoterapeutas, sobre o processo de triangulação: pai, mãe e filho. Aos 4 anos de idade, a criança toma ciência que existe um relacionamento entre o pai e a mãe, além do dela.Freud cita a homossexualidade como uma orientação sexual, uma posição libidinal, assim como a heterossexualidade. A partir do Complexo de Édipo se constitui a escolha do objeto e pulsão sexual, que não se fixa, ao contrário ela se diversifica: masoquismo, sadismo, oral, anal, etc. A sexualidade vai além de órgãos sexuais e tem por finalidade o prazer, e depois, a reprodução. Quando se trata deobjeto e alvo sexual para o ser humano, o termo normalidade pode ser abolido, pois sempre ocasiona um desvio.

O normal e o patológico são definidos pelo imaginário da cultura, como por exemplo, para a Cultura Ocidental, a sexualidade é um tabu, havendo uma afronta com a Psicanálise. Assim como seguimos sistemas de valores historicamente construídos, para a cultura ocidental o mundo e a vida têm queseguir os planos de Deus, portanto a procriação é fruto da união de dois sexos diferentes. Freud derruba a crença da “natureza humana”, pois ela não está ligada à sexualidade.

Alguns veem a homossexualidade com simplicidade, porém segundo o Psicólogo Adriano Facioli ela é complexa, conforme explicitado em seu texto “Homossexualidade é opção?”:

[...] Esta é uma pergunta muito comum, do sensocomum, em relação à homossexualidade. Em muitos casos, infelizmente, as pessoas chegam a afirmar isso de modo categórico. A homossexualidade é um fetiche da curiosidade de nossa sociedade que praticamente criminaliza esse tipo de orientação. [...]
[...] As pessoas querem logo a resposta, querem logo saber a causa – como se tudo necessariamente pudesse ser explicado ou determinado por uma causa.Se nasce assim ou se aprendeu; se é uma condição ou uma escolha. Mas Freud logo adverte: se a homossexualidade é representada como um mistério, isso também deve caber à heterossexualidade. Para ele há de se perguntar pela gênese tanto de uma, quanto de outra, pois para a Psicanálise todos nascemos, vamos assim dizer, “bissexuais”. A orientação originária é a bissexualidade. A monossexualidade,...
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