• Hoffmann, jussara, avaliação na pré-escola

5649 palavras 23 páginas
PA R T E I
A CULTURA DO
BRINCAR E A INFÂNCIADentre as pessoas interessadas na criança pequena, poucas põem em dúvida a fascinação do brincar. Quer seja o brincar fisicamente exuberante, as brigas e perseguições de faz-de-conta ou as brincadeiras de dramatização que imitam o mundo dos adultos, quer seja o brincar com palavras e convenções verbais, o certo é que o brincar evoca um mundo infantil livre de preocupações para adultos que se sentem esmagados pelas responsabilidades do trabalho. De fato, o brincar freqüentemente é visto como o oposto do trabalho – uma atividade realizada por si mesma, sem limitações externas. Mas conflitos e limitações também ocorrem no brincar, como em qualquer outra atividade, e neste último meio século houve talvez uma tendência a idealizar o brincar, particularmente por parte dos educadores
(Sutton-Smith, 1986); esse é um tema ao qual eu retornarei. Apesar disso, essa fascinação é real.
O brincar, de certo modo, é um enigma. Exatamente qual é a sua importância no desenvolvimento? Ele certamente é prazeroso, mas será que também é vital? Algumas pessoas respondem afirmativamente a essa pergunta, mas isso é difícil de provar. De qualquer forma, ele é importante? E será que devemos deixar que as crianças brinquem sozinhas ou devemos tentar
“estruturar” e “melhorar” o brincar por meio da intervenção adulta? Esses são alguns dos temas a serem discutidos neste capítulo de abertura.
TIPOS DO BRINCAR
O brincar é extremamente característico na faixa etária dos 2 aos 6 anos.
Esse é o período do desenvolvimento infantil mais importante para o brincar simbólico. Piaget (1951) distinguiu entre brincar prático, brincar simbólico e jogos com regras. O brincar prático inclui o brincar sensório-motor e exploratório do jovem bebê – especialmente dos 6 meses aos 2 anos; o brincar simbólico abrange o brincar de faz-de-conta, de fantasia e sociodramático da
O brincar e os usos do brincar
Peter K. Smith
126 • Janet R. Moyles

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