Historico chapeu mangueira

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O Surgimento da Favela do Chapéu Mangueira

A favela do Chapéu Mangueira surgiu, nos anos 1911, 1912, porém para outros em 1920, no bairro do Leme, Zona Sul do Rio de Janeiro. Sendo seu acesso principal pela Rua Gustavo Sampaio. Não havia comércio, somente uma lojinha de verduras, o comércio ficava na área posteriormente denominada Rua Princesa Isabel. Há indícios de que seus primeiroshabitantes vieram de outros estados, os quais se alojaram no canto do Leme, atual Forte Duque de Caxias, o qual, devido ao início das obras. Assim, os mesmos foram realocados para o alto do morro (Chapéu Mangueira), passando depois para a região central da favela, devido a demarcações da área ambiental pelo exército. Bem como famílias cujos chefes eram trabalhadores do Forte. Dos quais a maioria vinhado Estado de Minas Gerais e cariocas de favelas vizinhas (Rocinha, Cantagalo, Cabritos e Babilônia).
Segundo a Revista Comunicação e Comunidade (2009), a origem do nome da favela é oriunda de algumas características típicas do seu entorno, uma fábrica de chapéus localizada no atual Leme Tênis clube e grandes plantações de mangas do seu espaço territorial. De acordo com a referida revista alocalidade nos anos de 1940, apresentava um local com muito mato, e o caminho era de pedras.
Ao buscarmos as origens da favela do Chapéu Mangueira, encontramos diferentes histórias que se complementam. A transformação de um espaço no qual não havia nada, passa a ter seu perfil traçado nos anos de 1930. Era uma área sem valor devido à escassez de comércio. A favela recebeu influencia de grande fluxomigratório de pessoas vindas de outros estados (pernambucanos, paraibanos e capixabas), à procura de melhores oportunidades de trabalho.
O Cotidiano no Chapéu Mangueira: algumas lembranças
Segundo dados de moradores, o início da ocupação foi em 1920, com a permissão do quartel do Exército da Praia Vermelha, sob a condição de não construírem acima da cota oitenta, e abaixo da cota trinta e seis,o que não cumpriram. Os moradores buscavam melhor oportunidade de emprego e/ou estar mais próximo do local de trabalho. Segundo o relato de antigos moradores havia o controle do Exército, o qual agia com muito rigor em relação aos moradores, o P.O (Posto de Observação), localizado na favela da Babilônia, e anexo ao Chapéu. Dessa maneira, qualquer problema que houvesse na área era enviado umescolta a fim de saná-lo. O mais comum era em relação à construção de casas. Segundo relato de Mª de Lourdes de O. Lopes: “o barraco tinha que ser feito à noite, porque, se o exército chegasse e estivesse fazendo, jogava no chão” (In Comunicação e Comunidade, 2009, p. 80).
A Lei da Leão Treze, não permitia a construção de casas de alvenaria na comunidade. Segundo Gibeon de Brito Silva, “Tinha bemmenos casas, e as casas eram bem menores, eram casas de madeira, algumas de estuque. As telhas da maioria eram de lata mesmo, cortava lata de vinte, não era nem zinco, era lata de vinte que cortava e botava no telhado”. (In Comunicação e Comunidade, 2009, p. 35). A casa com material de alvenaria passou a ser permitida somente nos anos 1980, a concretização de um sonho, embora muitos não possuíamcondições financeira para fazê-lo.
Nos anos 1950, havia uma insegurança diante da possibilidade de ter o “barraco” derrubado pelo exército, os moradores temiam as constantes ameaças de retiradas individuais e coletivas. A fiscalização era feita pessoalmente pelo Exército, de seis em seis meses. Houve uma época em que muitos moradores passaram por dificuldades em relação à demarcação dos territórios,no qual 32 famílias foram removidas por ocupar o espaço do Clube da Aeronáutica, o qual reivindicou suas terras. Segundo Lúcio de Paula e Bispo, havia um cabo de aço delimitando o espaço autorizado à construção das casas. (In Comunicação e Comunidade, 2009, p.52). Para Corroborar, Alfriza Rodrigues de Souza, passou a morar na favela em 1960:
(...) o tenente não deixava ninguém fazer casa de...
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