Historia da socioantropologia

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  • Publicado : 23 de abril de 2013
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Aula 1: Introdução às Ciências Sociais: contexto histórico do surgimento
Como sabemos, a ciência (ou o pensamento científico) nada mais é que uma das maneiras de conhecermos o mundo do qual participamos. Não é a única forma de conhecer o mundo, nem a primeira. O homem sempre produziu saber sobre suas experiências. Este saber reflete crenças e valores que se tem sobre os eventos. O senso comum, areligião e a filosofia são fontes de produção de conhecimento e procuram compreender os eventos humanos (ou supra-humanos) a partir de uma lógica que lhe é própria. Cada um do seu jeito, os diversos tipos de conhecimento têm por finalidade explicar determinados conjuntos de eventos.
Mas estamos em uma Universidade. Ainda que o senso comum, a religião e a filosofia nos forneçam respostas eexplicações sobre os problemas humanos, é para o conhecimento científico que devemos focalizar nossa atenção. Temos claro, entretanto, que esta é uma forma possível de conceber a realidade e que estabelece relações com as demais formas de pensamento.
Sabemos que a lógica científica é resultado de um longo processo de transformação do pensamento humano. Baseada em metodologias específicas (científicas),e orientada por diretrizes racionais e com pretensões à universalização dos achados, a ciência objetiva superar outras formas de compreensão da realidade, investigando e construindo teorias e leis que explicam o funcionamento do mundo.
O homem e o conhecimento do homem 
Podemos observar que o mundo animal apresenta regularidades. Quando atentamos para a forma de organização de um formigueiro,por exemplo, podemos ver que existem padrões de comportamentos (sociais) que se repetem e permitem o bom funcionamento do grupo.
O ser humano também é parte do reino animal e, como tal, seu mundo também deve possuir regularidades: respiramos, andamos de forma bípede, nos comunicamos com outros humanos, vivemos em grupo, dividimos o trabalho etc. Parece que estas regularidades têm como objetivoaprimorar e preservar a espécie.
Se homens e animais têm em comum um repertório de regularidades que objetivam garantir sua própria sobrevivência, por que nos tornamos tão diferentes de outras espécies? O que há de diferente em nós, ou o que nos torna diferentes de outras espécies animais? Ora, diferentemente de outros animais, nosso arsenal genético, nossa bagagem hereditária não nos garante asobrevivência. As formas “instintivas” dos seres humanos não são suficientes para lhes garantir a humanidade. Outras habilidades, além daquelas herdadas, têm de ser desenvolvidas. Mais do que da genética, dependemos de aprendizado.
Aprendendo a ser humano
Vimos então que, diferentemente de outras espécies animais, os seres humanos não nascem prontos; dizemos que os seres humanos nascemprematuramente, em termos de habilidades e disposição para a sobrevivência . Para sobreviver nos ambientes físicos e sociais, os indivíduos da espécie humana precisam aprender a ser humanos.
Embora algumas lendas – Rômulo e Remo, heróis míticos fundadores de Roma; Mogli etc. – falem de indivíduos que sobreviveram em condições adversas (Rômulo e Remo teriam sido, segundo a lenda, alimentados por uma loba) e setornaram figuras especiais, sabemos da impossibilidade de tais feitos, salvo no âmbito da fantasia e da ficção.
Assim, como você viu, podemos dizer que o que distingue homem do animal é menos a organização social (que nos animais também pode estar vinculada a sexo, faixa de idade, divisão de trabalho etc.), a sociabilidade ou mesmo um pensamento ou a comunicação do que a troca de símbolos. Ohomem é o único capaz de criar símbolos!
Os símbolos e as culturas
“Da mesma forma que existe um pensamento e uma linguagem nos animais (isso não é mais sequer discutido hoje), existem sociedades animais e até formas de sociabilidade animal que podem ser regidas por modos de interação antagônicas ou comunitárias, bem como de modos de organização complexos (em função das faixas de idade, dos...
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