Heloisa i

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Miguel Almeida

HELOISA I

Maracanã – Maio – 2009
Heloisa I

Miguel Almeida

Perfil

Meu nome é Antonio Miguel de Souza Almeida, nascido em Belém do Pará, em 20 de agosto de 1967, onde vivi até os meus vinte e cinco anos e em 1992 acompanhando meus pais vim morar em Maracanã, onde trabalho e estudo. Curso Faculdade de Pedagogia. Sou desportista. Leitor eclético. Aprecio música em suasdiversas formas.

Em cada momento de realizações busco cultivar mais amizades do que marcas de sucessos aparentes, pois, sempre tenho como meta, primeiro o ser humano e depois os meus lucros. Os enredos que apresento nestes pequenos contos são inspirados em relatos de pessoas que conheci e fiz amizade, ávidas para repartir suas experiências de vida.

Tenho duas filhas: Elaine Cristina de 19anos que me presenteou com dois netos lindos, Mhychael Christian e Clara Hermyone e Jéssica de 14 anos que está no 1º ano do nível médio na Escola Presidente Kennedy e pratica capoeira. Ambas são para mim a minha maior realização. Sou casado a 24 anos com Eliana Almeida, funcionária pública.

Na área literária participei de concursos e encontros de escritores em Belém. Aqui no Municípioparticipei de concursos, tendo conquistado por duas vezes o primeiro lugar. Ainda não publiquei nem uma obra, mas, tenho esperanças.

Assim, coloco a apreciação de todos os maracanaense amantes da leitura, os meus trabalhos e fico à disposição para dialogar sobre o assunto.

Um cordial abraço de,
Miguel Almeida.

1. Heloisa Chega

Acomodada em uma cadeira da sala, Leonice Miranda releu comdesagrado a carta que recebera a dias de um tal senhor Gabriel Lopes.

Cara senhora Leonice,

Lamento lhe informar da morte de seu cunhado, João Barros, professor de nossa pequena escola. Como herança, ele deixa uns livros e a filha Heloisa, de dez anos, filha de sua irmã, também já falecida. Sendo a senhora a única parenta viva da menina, achei-me na obrigação de escrever-lhe.
O Professor Joãoganhava apenas o suficiente para seu sustento e o da filha, como a senhora bem sabe. Eu e minha esposa amparamos Heloisa, mas não temos condições de criá-la. Gostaria de saber se há possibilidade de responsabiliza-se pela sua criação e educação, mesmo que vocês não tenham mais mantido contato.
Heloisa poderá viajar com amigos que seguirão em breve para Belém. Lá, eles a colocariam no ônibus parasua cidade, Maracanã.
Aguardo sua resposta o mais breve possível. Atenciosamente,
Gabriel Lopes.

Leonice ficou pensativa um momento. Guardou a carta no envelope e colocou-a de volta na gaveta da mesa. Em seguida, foi à cozinha, onde Márcia, a empregada, lavava a louça do almoço.
— Pare de lavar e me escute! – mandou a patroa, grosseiramente.
— Quero que desocupe o quartinho dos fundos,limpe-o, coloque uma cama de solteiro e arrume-a.
— E o que faço com as coisas que estão lá?
— Encontre outro lugar para elas, mas fora do quarto. Minha sobrinha Heloisa, de dez anos, virá morar aqui e dormirá no quartinho.
— Que bom! – exclamou Márcia. — Uma criança é sinal de alegria!
Aquele era ainda o primeiro trabalho de Márcia. Com a morte do pai, tinha precisado ajudar a família. Mas nãogostava do serviço. Apesar de ser rica, Dona Leonice era grosseira. Já havia três anos, e Márcia ainda não se acostumara com ela e sentia saudades da mãe e das irmãzinhas, que moravam na praia de Fortalezinha.
— Não preciso de criança alguma, mas conheço minhas obrigações – rebateu a patroa. — Farei por ela o necessário.
— Acredito que a senhora vai gostar dela! – afirmou Márcia, imaginando umlar merecido para a menina.
— Hum... – murmurou Leonice. — Duvido! Não há razão para eu gostar dela só porque a infeliz da minha irmã teve a ideia de colocá-la no mundo.
Leonice voltou para a sala, pensativa. Só aceitava ficar com a menina por obrigação. Fátima, sua irmã mais velha, mãe de Heloisa, lhe veio a lembrança. Ela desprezou um ótimo partido para se casar com um professor pobre, por...
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