Gravidez e incompatibilidade de rh

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  • Publicado : 24 de outubro de 2011
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Gravidez
Incompatibilidade de RH

A incompatibilidade de Rh é a incompatibilidade do grupo Rh entre o sangue da mãe e do seu feto.

Como resultado desta anomalia, a mulher pode produzir anticorpos contra os glóbulos vermelhos (eritrócitos) do feto. Estes anticorpos provocam a destruição de um número mais ou menos importantes destas células, provocando por vezes a denominada doençahemolítica do recém-nascido, uma variedade de anemia.

O grupo sanguíneo de uma pessoa é um conjunto de moléculas localizadas sobre a superfície dos eritrócitos que os identificam como específicos de cada indivíduo. O grupo sanguíneo Rh inclui algumas destas moléculas. Uma delas, a Rh0(D), costuma causar os problemas de incompatibilidade de Rh. Se as hemácias tiverem moléculas Rh0 (D), o sangue éRh-positivo; se não as tiverem, o sangue é Rh-negativo.

Os problemas surgem quando a mãe é Rh-negativo e o feto tem sangue Rh-positivo que herdou de um pai Rh-positivo. Parte do sangue fetal pode entrar em contacto com o sangue materno através da placenta, sobretudo nos últimos dias da gravidez e durante o parto. Se isso acontecer, o organismo da mãe pode tratar os glóbulos vermelhos do feto comoelementos estranhos e produzir anticorpos para os destruir (anticorpos anti-Rh). Os níveis destes anticorpos da mãe aumentam ao longo de toda a gravidez e podem atravessar a placenta e chegar ao feto, onde podem destruir parte dos seus eritrócitos. Como resultado, pode desenvolver-se a doença hemolítica no feto (eritroblastose fetal) ou no recém-nascido (eritroblastose neonatal). No entanto, duranteuma primeira gravidez, raramente surgem estes problemas porque, em geral, não há um contacto significativo entre o sangue do feto e o da mãe até ao momento do parto. Contudo, em cada gravidez posterior, a mãe fica cada vez mais sensibilizada perante o sangue Rh-positivo e produz anticorpos cada vez com maior antecipação.

A destruição dos glóbulos vermelhos do feto pode provocar anemia eaumentar os valores de bilirrubina no sangue (um produto residual, proveniente da destruição dos eritrócitos). Se os valores da bilirrubina forem demasiado elevados, o cérebro do feto pode ser lesado.

Entre as pessoas de raça branca de certos países ocidentais, 85 % é Rh-positivo e, em cerca de 13 % dos casais, o homem é Rh-positivo e a mulher Rh-negativo. Nestes casos, um recém-nascido em cada 27desenvolve a doença hemolítica.

Prevenção e tratamento

Na sua primeira consulta ao médico durante a gravidez, este faz um teste à mulher para determinar o seu tipo e grupo sanguíneo. Se for Rh-negativo, confirma-se o tipo de sangue do pai. Se este for Rh-positivo, medem-se os valores de anticorpos anti-Rh na mãe.

Durante o parto pode-se dar um contacto entre o sangue materno e o fetal,o que pode fazer com que a mãe produza anticorpos. Por esse motivo, e como precaução, são injectados anticorpos anti-Rh na mãe Rh-negativo, sob a forma de imunoglobulina Rh0(D), nas 72 horas posteriores ao parto de um bebé que tenha sangue Rh-positivo, inclusivamente depois de um aborto espontâneo ou provocado. Este tratamento destrói qualquer célula fetal que possa sensibilizar a mãe, graças aoque as gravidezes posteriores não costumam ser perigosas. No entanto, em 1 % a 2 % dos casos, a injecção não evita a sensibilização, possivelmente porque a mãe foi sensibilizada no princípio da gravidez. Para evitar a sensibilização precoce de uma mãe cujo sangue é Rh-negativo, é aplicada uma injecção de anticorpos anti-Rh na 28.ª semana de gravidez, bem como depois do parto.

Se forem feitasmedições periódicas das alterações nos valores de anticorpos anti-Rh na mãe, o médico pode antecipadamente saber se o bebé vai ter potenciais problemas. Se os níveis de anticorpos anti-Rh da mãe subirem demasiado durante a gravidez, pode ser feita uma amniocentese. Para isso, insere-se uma agulha através da pele para obter uma amostra de líquido do saco amniótico, que rodeia o feto dentro do...
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