Gram,

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  • Publicado : 31 de março de 2013
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Genialidade brasileira 1) Alcântara Machado, jornalista, político e escritor do início de século passado, traz no começo de sua crônica uma crítica extremamente contundente acerca de uma determinada postura brasileira. Qual seria essa crítica? 2) No terceiro parágrafo, o autor apresenta a existência de uma concepção geral de que o fazer literário estaria diretamente ligado à manifestação do que ébelo. Retire o trecho que comprova essa afirmação. 3) É possível afirmar que, em um segundo momento do texto, a postura crítica se estende para o brasileiro como um todo? Justifique sua resposta. 4) Retire do 6º parágrafo dois trechos que comprovem a resposta dada por você na questão anterior. 5) Dentre as opções abaixo, assinale a alternativa correta. a) “Confusão”, “Sempre confusão”, “Tudoembrulhado” e “Tudo errado”, localizados no primeiro parágrafo, são exemplos de frases. b) O fragmento “Espírito crítico de antologia universal”, que se encontra no primeiro parágrafo, pode ser considerado um exemplo de oração. c) “Essa falsa noção da genialidade brasileira é a mesma do Brasil, primeiro país no mundo”, que está no início do sexto parágrafo, seria um possível exemplo de períodocomposto. d) O último parágrafo do texto – “E não é verdade” – não poderia ser denominado como um exemplo tanto de frase quanto de oração. Nelson Rodrigues, jornalista e escritor brasileiro, é visto como um dos dramaturgos mais importantes do Brasil. Ademais, também se mostrou um excelente cronista esportivo, quando, dentre uma delas, cunhou uma expressão que viria a ser eternizada: complexo devira-latas. Neste pH, veremos um fragmento dessa crônica. Texto II: Complexo de vira-latas (fragmento) A pura, a santa verdade é a seguinte: – qualquer jogador brasileiro, quando se desamarra de suas inibições e se põe em estado de graça, é algo de único em matéria de fantasia, de improvisação, de invenção. Em suma: – temos dons em excesso. E só uma coisa nos atrapalha e, por vezes, invalida as nossasqualidades. Quero aludir ao que eu poderia

Confusão. Sempre confusão. Espírito crítico de antologia universal. Lado a lado todas as épocas, todas as escolas, todos os matizes. Tudo embrulhado. Tudo errado. E tudo bom. Tudo ótimo. Tudo genial. Olhem a mania nacional de classificar palavreado de literatura. Tem adjetivos sonoros? É literatura. Os períodos rolam bonito? Literatura. O final é pomposo?Literatura, nem se discute. Tem asneiras? Tem. Muitas? Santo Deus. Mas são grandiloquentes? Se são. Pois então é literatura e da melhor. Quer dizer alguma cousa? Nada. Rima, porém? Rima. Logo é literatura. O Brasil é o único país de existência geograficamente provada em que não ser literato é inferioridade. Toda gente se sente no dever indeclinável de fazer literatura. Ao menos uma vez ao ano epara gosto doméstico. E toda gente pensa que fazer literatura é falar ou escrever bonito. Bonito entre nós às vezes quer dizer difícil. Às vezes tolo. Quase sempre eloquente. O cavalheiro que encerra a sua oração com um Na antiga Roma ou como disse Barroso Na célebre batalha é orador. Orador, só? Não. Orador de gênio. O cavalheiro que termina o seu soneto com um Ó sol! É raio! Ó luz! Ó nume! Óastro! É poeta. Também genial. E assim por diante. Só a gente se agarrando com Nossa Senhora da Aparecida. Essa falsa noção da genialidade brasileira é a mesma do Brasil, primeiro país no mundo. Não há cidadão perdido em São Luiz do Paraitinga ou São João do Rio do Peixe que não esteja convencido disso. E porque o Brasil é o campeão do universo e o brasileiro o batuta da terra, tudo quanto aqui nasce eexiste há de ser forçosamente o que há de melhor neste mundo de Cristo e de nós também. Todos os adjetivos arrebatados e apoteóticos são poucos para tamanha grandeza e tamanha lindeza. Ninguém pode conosco. Nós somos os cueras mesmo. Qualquer coisinha assume aos nossos olhos de mestiços tropicais proporções magnificentes, assustadoras, insuperáveis, nunca vistas. O Brasil é o mundo. O resto é...
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