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CAPUTO, A. R. A. Sociolinguística – A língua e suas variações. Rio Grande do Sul.

Resenhado por Monalisa Antonia Penteado, 2ºNA
Universidade Estadual de Ponta Grossa

Quais as conseqüências da incompreensão da linguagem?

O artigo Sociolinguística – A língua e suas variações, escrito pelo professor, especialista em Linguística Textual, Ângelo Renan A. Caputo, aborda a sociolingüísticae seu objeto de estudo: a língua e suas variantes. As críticas aqui feitas terão como base o artigo Variedades Linguísticas, produzido pela cientista da linguagem Leonor Scliar Cabral e as reflexões adquiridas através das aulas de Linguística Aplicada.
Inicialmente o autor comenta o fato das comunidades sofrerem constantes modificações e que a língua acompanha tais mudanças. De modo geral estácorreto, é a diacronia da língua. Porém ele afirma que sob a influência dessas mudanças, conserva-se apenas a sua estrutura básica. Se conseguimos compreender a língua em si, percebemos que grande parte do seu léxico, morfologia e a sintaxe permanecem. Para Saussure a língua como sistema é estática. A fonética e a sintaxe podem sofrer algumas alterações, mas o sistema conserva-se.
No mesmoparágrafo, o autor menciona a “tentativa de uniformização e padronização da língua”. Não fica claro a que língua ele faz alusão, se é a falada ou a escrita. Quem está tentando fazer esta uniformização? Se a crítica é em relação ao novo acordo ortográfico, firmado em 2009 pelos países que têm a língua portuguesa como língua materna, presume-se que ele esteja se referindo à língua escrita. Esta, por sinal,tem como objetivo fazer com que seus interlocutores compreendam o que está escrito, sem a presença (física) do autor. Portanto, a padronização da escrita é, de fato, necessária para que todos possam usufruir desse meio de comunicação independentemente da condição social, região geográfica, variedade lingüística, etc.
Após apresentar o objetivo do artigo e o conceito de sociolingüística propostopor Votre e Cezario, que afirmam: “a sociolingüística é uma área que estuda a língua em seu uso real, levando em consideração as relações entre a estrutura lingüística e os aspectos sociais e culturais da produção lingüística [...]”, Caputo expõe sua extensa lista de fatores que ocasionam as variações lingüísticas.
Suas classificações e exemplificações, em grande parte, são contrárias às teoriase conceitos apresentados. Logo no primeiro tópico, ele conceitua as variações lexicais (mudanças no vocábulo por questões geográficas). O autor comete alguns deslizes, quando usa os seguintes exemplos: “pão cabrito (no Rio Grande do Sul) tem a denominação de pão sovado no resto do país”; “mandioca (na fronteira com o Uruguai) e aipim (nas demais regiões do país)”; Quem garante que no resto do paísse fala pão sovado? E mandioca na fronteira com o Uruguai? Moro no Paraná e conheço ambas as denominações. Além disso, onde fica a “macaxeira”, nome para mandioca e aipim conhecida, pelo norte e nordeste do país? De baixo da terra. Ao trabalhar as variedades os professores devem ser cautelosos a fim de não excluir os indivíduos e provocar o preconceito linguístico.
No segundo tópico, variaçõesfonético-fonológicas ou a pronúncia, o autor afirma que a variação do nosso sistema fonológico ocorre a partir da grande concentração de imigrantes oriundos dos mais diversos países. Na verdade, este acontecimento não explica a nossa fala melódica que nos difere do português de Portugal. No mesmo tópico, comenta a dificuldade que os estrangeiros têm ao relacionar os fonemas /f/ e /v/. Estasituação, onde há a troca do /f/ pelo /v/, não existe na nossa língua. São lançadas duas hipóteses: ou ele cometeu um engano e quis referenciar os morfemas /b/ e /v/, em que podemos citar como exemplo “bassoura, assobiar, trabisseiro”, ou estes exemplos foram inventados.
O terceiro tópico é variações morfológicas. Um dos exemplos propostos é: “Nós cheguemos em vez de nós chegamos”. Dificilmente...
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