Girafa

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  • Publicado : 12 de março de 2013
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O idelismo dos filósofos alemães encontravam-se em constante conflito com o empirismo dos ingleses, o que, ao contrário do que se pode pensar, não é um combate mas sim a filosofia em si, em sua mais pura forma: o questionamento e embate e idéias. O idealismo alemão contestou principalmente o conceito das idéias gerais, pois atribuir a existência dessas idéias à força do habito ou comprar apsicologia e realidade pelos mesmos princípios seria o mesmo que negar a razão e a verdade.
Kant tem a sua veia empirista ressaltada quando constata que o conhecimento humano tem começo e fim na experiência. Aí incide a crítica de Hegel, como um empirista tão, por assim dizer, cético, poderia defender a razão? A razão, para Hegel, não pode ser mensurada, ou descoberta, apenas analisando-se os fatosempíricos. Para Hegel há um claro conflito entre subjetividade e objetividade, entre conhecimento e sensibilidade, uma alienação do espírito.
A filosofia de Hegel é uma filosofia negativa. Ela é, na sua origem, motivada pela convicção de que os fatos que aparecem ao senso comum como indícios positivos da verdade são, na realidade, a negação da verdade, tanto que esta só pode ser estabelecida peladestruição daqueles. Os conceitos hegelianos básicos estão ainda vinculados à estrutura social do sistema dominante. A elaboração do sistema filosófico de Hegel foi acompanhada por uma série de textos políticos que procuravam aplicar suas novas idéias filosóficas a situações históricas concretas.

O PRIMEIRO SISTEMA DE HEGEL
A Lógica hegeliana analisa o ser-como-tal, considerando as formasgerais do mesmo como uma ontologia. A lógica é toda a tipologia e as formas do ser quando este é compreendido pelo pensamento. Os conceitos, para Hegel, existiam como uma coisa real, e a realidade é um mero produto das mutações, progressões e regressões a que são submetidos os conceitos. O conceito revela a natureza do objeto e a potencialidade de um ser existir é delimitada pelas suas condições deexistência.
A dialética surge então no pensamento hegeliano para mostrar que a realidade é criada pelas contradições, pelas relações contraditórias entre as coisas, o ser apenas realmente é quando confrontado com o não-ser, é a conciliação dos contrários, o conflito revelando a verdadeira identidade das coisas.
Uma dos mais célebres pensamentos de Hege diz respeito à infinidade dascoisas e das relações existentes entre elas. Segundo o filósofo, existe uma infinidade real e uma infinidade má, sendo essa última o meio equivocado de se conhecer a verdade, é a esperança de se chegar à um determinado fim perpassando o mesmo caminho infinitas vezes sem chegar à verdade, algo que pode des traduzido como uma crítica à práticas humanas como o consumismo. A infinidade real é ainfinidade de possibilidade que habita intrínsecamente todas as formas, não está dentro ou fora das coisas, é a própria realidade delas.

As relações reais são dotadas de reciprocidade, substancialidade e causalidade. A substancia tem uma relação de identidade imediata com os seus acidentes, a substancialidade versa sobre a relações entre os seres entre si e entre as coisas materiais, uma relaçãoreal e autêntica. Na causalidade verificamos uma relação assimétrica biposicional que nos guia ao progresso infinito, que é suprassumido pelas vias da reciprocidade
Pensar sobre a universalidade como uma relação de pensamento nos ajuda a conhecer as coisas como elas são em si mesmas, não suprimindo suas particularidades

A FILOSOFIA DO ESPÍRITO
Adentrando o tema da filosófica do espírito,podemos notas que Hegel denomina “consciência” como uma unidade original do mundo histórico, nos mostrando que tudo gira em torno do ser, do ser como sujeito.
A consciência aparece em sua forma mais importante como uma consciência universal, movida pela diluição das individualidades na comunidade, a consciência, para adquirir subjetividade, tem que opor-se constantemente.
Para Hegel, o mundo...
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