Freud

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 9 (2066 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 26 de agosto de 2012
Ler documento completo
Amostra do texto
A interpretação de sonhos, segundo Freud, desvela, sobretudo, os conteúdos mentais reprimidos ou excluídos da consciência pelas atividades de defesa do ego e justifica inquestionavelmente sua posição dentro da psicanálise, já que a parte do id cujo acesso à consciência foi impedido é exatamente a que se encontra envolvida na origem das neuroses. O interesse de Freud pelos sonhos teve origem nofato de constituírem eles processos normais, com os quais todos estão familiarizados, mas que exemplificam processos atuantes na formação dos sintomas neuróticos
Já no Capitulo II, quando trata do método para interpretar um sonho modelo, ele remonta aos antigos métodos populares de interpretação, dividindo-os em simbólica, quando se trata de interpretar o sonho como um todo, e decifração, quando setrata de examiná-los por parte. É para exemplificar o segundo título que ele traz o sonho relatado por Artemidoro de Daldis. Trata-se de um sonho tido por Alexandre, da Macedônia, quando sitiava a resistente cidade de Tiro. Perturbado com a longa duração do sítio, Alexandre sonha com um sátiro dançando sobre seu escudo. Aristander divide a palavra grega em duas, formando o trocadilho satyros, Tiro é tua, incentivando assim Alexandre a apertar o cerco e dominar a cidade (p.106, n.1).
A Psicanálise é um termo que serve para se referir a uma teoria, a um método de investigação e a uma prática profissional (clinica ).
No desenvolvimento da Psicanálise, Freud produziu tudo isso ao mesmo tempo. Porem, ela é, antes de tudo, um método, um instrumento de pesquisa, sendo que a obra maisimportante e decisiva na sua historia, é a “Interpretação de Sonhos”, exatamente por estar voltada para o estudo de problemas clínicos.
A grande originalidade de Freud foi valorizar os sonhos como possibilidade de conhecimento do inconsciente. Freud tinha como objetivo demonstrar que os sonhos podiam ser interpretados ou seja, que os sonhos tinham um “sentido”. Para Freud, os sonhos, juntamente com osatos sintomáticos, os esquecimentos, os lapsos, os chistes, são fenômenos dotados de “sentido”; não ocorrem ao acaso e são ótimos meios de se chegar aos processos inconscientes. Sabia que estava contra a corrente da ciência do seu tempo, que acreditava que os sonhos não eram um ato mental e sim um processo somático, ou seja, o sonho acontecia motivado por indicações registradas no aparelho mental.Freud sabia que fora da ciência acreditava-se que havia no sonho um sentido oculto e  que esse interesse popular pelo sonho e por sua interpretação  vinha desde o  mais remoto tempo, sendo que para interpretá-los dois métodos eram usados:
 
1- Simbólico  -  em que o sonho é analisado em seu aspecto  geral, sendo o conteúdo confesso  mudado para um outro de igual teor, inteligível.
2- Decifração-  em que o sonho é analisado, não em seu aspecto geral, mas em cada um de seus componentes, ou seja, cada parcela do conteúdo dos sonhos.
Quanto mais Freud se empenhava em estudar seus casos clínicos, mais profundamente  observava a influencia que os processos inconscientes tinham na vida das pessoas.  Percebeu que seus pacientes ao falar sobre seus problemas, contavam também os seus sonhos.Esses relatos lhe mostravam que, ao rastrear a trilha que levaria ao sintoma, podia-se seguir uma idéia patológica e o sonho fazia parte dessa cadeia psíquica. O sonho poderia ser tratado como um sintoma, portanto, poder-se-ia aplicar ao sonho o mesmo método de interpretação criado para os sintomas.
Ficou claro para Freud que os sonhos realmente tem um sentido e que é possível ter-se um métodocientífico para interpreta-los. Acabara de encontrar a chave para chegar aos conteúdos mais reprimidos do indivíduo. Percebeu o mestre que, ao narrar seus sonhos o paciente deixava de ter uma atitude crítica sobre o que falava ou pensava. Assim, duas mudanças muito importantes  aconteciam durante a narração do sonho: Havia um aumento da atenção que o paciente dispensava as suas próprias percepções...
tracking img