Filosofia

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POLO MARILIA
PEDAGOGIA - FUNDAMENTOS FILOSÓFICOS DA EDUCAÇÃO












PROF. DR. POTIGUARA ACÁCIO PEREIRA





A Natureza da Filosofia e seu Ensino

A filosofia é ciência conhecimento das coisas pelas causas, pelas razões: a saber, como ciências, nos diz que a coisa conhecida não só é assim como nos aparece, mastem de ser necessariamente assim. E distinguem do saber vulgar da opinião, que nos diz que as coisas conhecidas estão de uma determinada maneira, mas não dá a razão pela qual estão necessariamente assim.
A filosofia é ciência pelas causas primeiras, porque e metafísica, quer dizer, transcende a experiência e não para até esgotar o interrogativo causal e resolver plenamente o enigma do universo. Éela, portanto a ciência da essência profunda das coisas e não do fenômeno, do todo e não das partes.
A filosofia é a ciência pelas causas primeiras para resolver o problema da vida. Isto quer dizer que a solução do problema da vida é a finalidade última filosofia, mas tal solução é unicamente possível através de uma metafísica. A filosofia é sumamente humana, prática; mas, ao mesmo tempo,sumamente especulativa, teorética.

A filosofia se representa a unificação máxima do saber e da realidade, divide-se, ao mesmo tempo, em algumas partes fundamentais. Antes de construir uma metafísica, é mister demonstrar a capacidade de razão humana para trabalho empreendimento (gnosiologia); e da metafísica decorre, necessariamente, uma moral indicado ao homem a sua ação, o seu dever, conforme arealidade, à razão.

As dificuldades da implementação da filosofia no currículo escolar

Um problema recorrente no ensino da filosofia é a escolha dos conteúdos a lecionar em cada uma das cadeiras que compõem o currículo acadêmico.
A abordagem historicista consiste em escolher um ou dois filósofos apenas que o professor geralmente conhece melhor porque os estuda na sua investigação, e reduz – sea disciplina ao que tais filósofos disseram sobre tais temas. Assim, o estudante fica sem conhecer, por exemplo, nem mesmo uma parte central da ética contemporânea – em vez disso, estuda apenas aspectos da ética de Aristóteles e de Kant.
Poderá parecer que afirmar que a filosofia é uma disciplina em aberto, sem resultados substanciais consensuais, é uma formula de apoucar a disciplina, dedenegri-la ou subalternizar. Com tudo como veremos, há razões para pensar que esta percepção resulta de cientismo. É importante declarar desde já o caráter aberto da filosofia em nada diminui o valor cognitivo ou social, a sua seriedade acadêmica ou escolar, ou a sua importância existencial.
As instituições de ensino procuram apresentar aos estudantes tais resultados de modo a que este possacompreendê-los e passe a dominá-los com proficiência. Ao estudante compete unicamente compreender os resultados fundamentais da sua disciplina, e eventualmente saber aplicá-los no desempenho de uma profissão associada.
Se tentarmos aplicar este modelo de ensino à filosofia, teremos de algum modo ultrapassar a inconveniência de não podermos em boa-fé dizer aos estudantes que a teoria do conhecimento de Kant éconsensual, ou que as ideias de Nietzsche sobre a ética são amplamente aceites entre os filósofos. A solução habitual é procurar substituir a filosofia por outra coisa qualquer: pela historia da filosofia pelo ensaísmo literário ou pela especulação de caráter mais ou menos vagamente sociológico ou psicológico.
Qualquer uma destas estratégias visa evitar o escândalo de a filosofia não ser como asoutras áreas disciplinares: não temos resultados substanciais amplamente consensuais para apresentar aos estudantes. A filosofia é uma disciplina especulativa, que lida com problemas que ninguém sabe resolver.
As instituições de ensino estão sobre tudo vocacionadas para ensinar resultados substanciais aos estudantes quer porque a ausência de resultados substanciais aos estudantes quer porque...
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