Filosofia do Direito

701 palavras 3 páginas
Aristóteles trata dos argumentos sofísticos, dos que parecem ser argumentos ou refutações, mas não passam de ilogismos. Alguns raciocínios são genuínos, enquanto outros apenas aparentam sê-lo, mas não são. Isso não ocorre somente com os raciocínios, mas também com outros campos em semelhança entre o genuíno e o falso. Há pessoas belas porque realmente possuem beleza e outras que parecem belas porque usam maquiagem e adornos. Pode-se observar o mesmo em várias coisas.
Do mesmo modo, tanto o raciocínio como a refutação às vezes são verdadeiros e outras vezes são falsos. Os raciocínios repousam sobre juízos que implicam necessariamente a afirmação de outra coisa que não as afirmadas inicialmente. E a refutação é um raciocínio que leva a contraditória da conclusão prévia.
É impossível introduzir numa discussão as próprias coisas discutidas: em lugar delas usamos os seus nomes como símbolos e supomos que as conseqüências que decorrem dos nomes também decorram das próprias coisas.
Na argumentação os que não estão familiarizados com o poder significativo dos nomes são vitimas de falsos raciocínios tanto quando discutem eles próprios como quando ouvem outros raciocinar. Por essas e outras razoes é que existem raciocínios e refutações que parecem autênticos e não o são.
A arte sofística é a imitação da sabedoria sem a realidade e o sofista é aquele que faz comércio de uma sabedoria aparente, mas irreal. Para certa gente é mais proveitoso parecer que são sábios do que sê-lo realmente sem o parecer. Para esses é evidentemente essencial desempenhar em aparência o papel de um homem sábio em lugar de ser sem parecer.
Ao homem que possui conhecimento de uma determinada matéria cabe ele próprio evitar os vícios de raciocínio nos assuntos que conhece e ao mesmo tempo ser capaz de desmascarar aquele que lança mão de argumentos astuciosos. Deve ser apto para dar uma razão do que se diz e fazer com que o adversário apresente tal razão.
Aos que desejam ser sofistas é

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