Filosofia do direito

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CESPE/UnB – DPF

De acordo com o comando a que cada um dos itens a seguir se refira, marque, na folha de respostas, para cada item: o campo designado
com o código C, caso julgue o item CERTO; ou o campo designado com o código E, caso julgue o item ERRADO. A ausência de
marcação ou a marcação de ambos os campos não serão apenadas, ou seja, não receberãopontuação negativa. Para as devidas
marcações, use a folha de respostas, único documento válido para a correção da sua prova objetiva.
Nos itens que avaliam conhecimentos de informática, a menos que seja explicitamente informado o contrário, considere que todos
os programas mencionados estão em configuração padrão, em português, que o mouse está configurado para pessoas destras, que
expressõescomo clicar, clique simples e clique duplo referem-se a cliques com o botão esquerdo do mouse e que teclar corresponde
à operação de pressionar uma tecla e, rapidamente, liberá-la, acionando-a apenas uma vez. Considere também que não há restrições
de proteção, de funcionamento e de uso em relação aos programas, arquivos, diretórios, recursos e equipamentos mencionados.



PROVA OBJETIVA
1Imagine que um poder absoluto ou um texto sagrado

1

No período “Nesse caso (...) estaria conosco” (R.3-5), como o

declarem que quem roubar ou assaltar será enforcado (ou terá
a mão cortada). Nesse caso, puxar a corda, afiar a faca ou
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conector “ou” está empregado com sentido aditivo, e não, de
exclusão, a forma verbal do predicado “seria simples” poderia,

assistir à execuçãoseria simples, pois a responsabilidade moral

conforme faculta a prescrição gramatical, ter sido flexionada na

do veredicto não estaria conosco. Nas sociedades tradicionais,

terceira pessoa do plural: seriam.

em que a punição é decidida por uma autoridade superior a
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todos, as execuções podem ser públicas: a coletividade festeja

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Suprimindo-se o emprego de termoscaracterísticos da
linguagem informal, como o da palavra “coisa” (R.9) e o do

o soberano que se encarregou da justiça — que alívio!
A coisa é mais complicada na modernidade, em que os
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trecho “(como você e eu)” (R.10), o primeiro período do

cidadãos comuns (como você e eu) são a fonte de toda

segundo parágrafo poderia ser reescrito, com correção

autoridade jurídica e moral. Hoje, no mundoocidental,

gramatical, da seguinte forma: Essa prática social apresenta-se

se alguém é executado, o braço que mata é, em última instância,
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mais complexa na modernidade, onde a autoridade jurídica e

o dos cidadãos — o nosso. Mesmo que o condenado seja

moral submete-se à opinião pública.

indiscutivelmente culpado, pairam mil dúvidas. Matar um
condenado à morte não é mais umafesta, pois é difícil celebrar
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o triunfo de uma moral tecida de perplexidade. As execuções

oração “se alguém é executado” (R.12), que expressa uma

acontecem em lugares fechados, diante de poucas testemunhas:

hipótese, poderia ser escrita como caso se execute alguém, mas

há uma espécie de vergonha. Essa discrição é apresentada como
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não, como se caso alguém se execute.um progresso: os povos civilizados não executam seus
condenados nas praças. Mas o dito progresso é, de fato, um

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corolário da incerteza ética de nossa cultura.
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Mantendo-se a correção gramatical e a coerência do texto, a

Na linha 24, considerando-se a dupla regência do verbo impor
e a presença do pronome “mesmas”, seria facultado o emprego

Reprimimos em nós desejos efantasias que nos

do acento indicativo de crase na palavra “as” da expressão “as

parecem ameaçar o convívio social. Logo, frustrados, zelamos

mesmas renúncias”.

pela prisão daqueles que não se impõem as mesmas renúncias.
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Mas a coisa muda quando a pena é radical, pois há o risco de

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expresso na primeira oração do período que o antecede.

que a morte do culpado sirva para nos...
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