Fichamentos teoria geral emprego juro

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE
MESTRADO EM DESENVOLVIMENTO REGIONAL - MDR

PROF. DR. Francisco Carlos da S. Cavalcanti
DISCIPLINA: Teoria Macroeconômica


FICHAMENTOS

1. Keynes, John Maynard. A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda. São Paulo: 1983.
2. Macedo e Silva. Macroeconomia sem Equilíbrio. Cap.2

3. A Teoria da Taxa de Juros.

4. Keynes, John Maynard. Ex Post e Ex-Ante.Keynes, John Maynard. A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda. São Paulo: 1983.

Levando em conta certas condições da técnica de recursos e de custo dos fatores por unidade de emprego, tanto para cada firma individual quanto para a indústria em conjunto, o volume do emprego depende do nível de receita que os empresários esperam receber da correspondente produção. Os empresários, poisesforçam-se por fixar o volume de emprego ao nível em que esperam maximizar a diferença entre a receita e o custo dos fatores.
Assim, o volume de emprego é determinado pelo ponto de interseção da função da demanda agregada e da função da oferta agregada, pois é neste ponto que as expectativas de lucro dos empresários serão maximizadas.
A doutrina clássica, por outro lado, que se resumiacategoricamente na proposição de que “a Oferta cria a sua própria Demanda” e que continua subjacente em toda a teoria econômica ortodoxa, envolve uma hipótese especial a respeito da relação existente entre estas duas funções.
Isto quer dizer que a demanda efetiva, em vez de ter um único valor de equilíbrio, comporta uma série infinita de valores todos igualmente admissíveis e que o volume de emprego éindeterminado, salvo à medida que a desutilidade marginal do trabalho lhe fixe um limite superior.
Se isso fosse verdade, a concorrência entre os empresários levaria sempre a um aumento do emprego, até o ponto em que a oferta agregada cessa de ser elástica, ou seja, um ponto a partir do qual um novo aumento no valor da demanda efetiva já não é acompanhado por um aumento da produção. Evidentemente,isto é o mesmo que o pleno emprego. No capítulo anterior, demos uma definição de pleno emprego baseada no comportamento da mão-de-obra. Outro critério, aliás equivalente, a que chegamos agora é o da situação em que o emprego agregado é inelástico diante de um aumento na demanda efetiva relativamente ao nível de produto correspondente àquele nível de emprego. Assim, a lei de Say, segundo a qual opreço da demanda agregada da produção em conjunto é igual ao preço da sua oferta agregada para qualquer volume de produção, eqüivale à proposição de que não há obstáculo para o pleno emprego.

II
As grandes linhas da nossa teoria podem expressar-se da maneira que se segue. Quando o emprego aumenta, aumenta, também, a renda real agregada. A psicologia da comunidade é tal que, quando a rendareal agregada aumenta, o consumo de agregado também aumenta, porém não tanto quanto a renda. Para justificar qualquer volume de emprego, deve existir um volume de investimento suficiente para absorver o excesso da produção total sobre o que a comunidade deseja consumir quando o emprego se acha a determinado nível. A não ser que haja este volume de investimento, as receitas dos empresários serãomenores que as necessárias para induzi-los a oferecer tal volume de emprego. Daqui se segue, portanto, que, dado o que chamaremos de propensão a consumir da comunidade, o nível de equilíbrio do emprego, isto é, o nível em que nada incita os empresários em conjunto a aumentar ou reduzir o emprego, dependerá do montante de investimento corrente. O montante de investimento corrente dependerá, por sua vez,do que chamaremos de incentivo para investir, o qual, como se verificará, depende da relação entre a escala da eficiência marginal do capital e o complexo das taxas de juros que incidem sobre os empréstimos de prazos e riscos diversos.
Assim sendo, dada a propensão a consumir e a taxa do novo investimento, haverá apenas um nível de emprego compatível com o equilíbrio, visto que qualquer outro...
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