Fichamentos de resumo - melanie klein

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KLEIN, M. (1996). Estágios iniciais do conflito edipiano. In: Amor, culpa e reparação e outros trabalhos – 1921-1945. (A. Cardoso, trad.). Rio de Janeiro: Imago. (Obra original publicada em 1928)

Para Klein o complexo de Édipo surge já no final do primeiro e no início do segundo ano de vida, com a frustração do desmame. Essas tendências edipianas serão reforçadas pelas frustrações anais efuturamente influenciadas pela percepção da diferença anatômica entre os sexos.
A criança inicialmente está voltada para o corpo da mãe, que é visto como palco de todos os processos e desenvolvimentos sexuais. Ela sente curiosidade sobre o conteúdo desse corpo e desejo de se apossar desse objeto. Esse desejo se associa ao sentimento de culpa criado pelo conflito edipiano incipiente.
Em um segundomomento, no estágio sádico-anal arcaico, a criança sofre um trauma severo e tende a se afastar da mãe, que já havia frustrado seus desejos orais e agora interfere em seus prazeres anais. O menino, apesar de estar começando a se voltar para mãe como objeto amoroso, tem como opositor o ódio resultante das frustrações anteriores e o medo de ser castrado pelo pai.
A menina tem seu impulsoepistemofílico despertado pelo complexo de Édipo e o resultado é a descoberta de que não tem pênis. A falta desse pênis a leva a odiar a mãe, além também do sentimento de culpa por encarar a perda como punição. O ódio e a rivalidade com a mãe levam o pai a ser o objeto para amar e pelo qual ela deseja ser amada.
O medo da castração e o sentimento de culpa, desde o início, estarão associados aos desejosedipianos, sendo o segundo produto do superego. Há uma conexão entre a formação do superego e as fases pré-genitais do desenvolvimento (fase sádico-oral e sádico-anal). O sentimento de culpa se prende a essas duas fases e o superego se forma na ascendência delas.
O rigor sádico do superego leva o ego, ainda fraco nessa fase, a se defender através da repressão. As frustrações orais e anais dessa faseestarão relacionadas as frustrações do resto da vida do sujeito e darão origem a ansiedade.



KLEIN, M. (1997). Fundamentos psicológicos da análise de crianças. In: A psicanálise de crianças. (L.P. Chaves, trad.). Rio de Janeiro: Imago. (Obra original publicada em 1932)

A psicanálise feita com crianças permitiu criar uma nova psicologia do desenvolvimento. Essas análises permitiram saber queas crianças ainda pequenas experimentam impulsos sexuais, ansiedade e desapontamento.
A análise de crianças é possível sem que precise mudar o principio da analise de adultos. A diferença está apenas na técnica utilizada. A técnica do brincar permite a analise da situação transferencial e da resistência, a remoção da amnésia arcaica infantil e dos efeitos da repressão.
Através do brincar acriança expressa suas fantasias, seus desejos e suas experiências reais de um modo simbólico, pois o brincar é o meio mais importante de expressão dela. No brincar há o mesmo simbolismo presente nos sonhos, sendo assim, só é possível compreender plenamente a criança se analisarmos o brincar como Freud abordava a linguagem dos sonhos.
Klein supõe que a comunicação entre consciente e inconscienteinfantil seja mais rápida e por isso elas aceitem a interpretação com mais facilidade e a mesma tenha efeitos mais rápidos. Assim, quando a ansiedade vai sendo resolvida, o desejo de brincar é restaurado e o contato analítico se restabelece.
Através da análise a relação da criança com a realidade vai se fortalecendo e ela começa a distinguir entre sua mãe real e a da fantasia. Só após superar fortesresistências é que será capaz de admitir que os atos agressivos feitos ao brinquedo que representa o irmão eram destinados ao irmão de verdade, pois antes ela irá alegar que ama muito seu irmão de verdade e que só agrediu o irmão de brinquedo. A ansiedade e o sentimento de culpa da criança, para Klein, têm origens nas tendências agressivas relacionadas com o conflito edipiano.
No decorrer na...
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