Fichamento

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  • Publicado : 8 de abril de 2013
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Universidade São Judas Tadeu
Disciplina: AUTH 101
Professor: Ana Paula Koury
Fichamento Auth
Tipo de Base: Livro
Assunto: Sergio Buarque de Holanda. “O semeador e o Ladrilhador”

Referência bibliográfica completa:
Sergio Buarque de Holanda. (1936). Raízes do Brasil. Ed. José Olympio, 1971.

Resumo:

O Semeador e o Ladrilhador, o qual traz um estudo sobre a importância das cidades,retratando sua subordinação ao campo, visto que foi estabelecida uma economia agrária. Alude, ainda, à questão das bandeiras, que possibilitaram a interiorização do território brasileiro, à sujeição da Igreja ao Estado, à vida intelectual, tanto do Brasil como da Espanha e à variação linguística, sobretudo em São Paulo.
Sergio Buarque de Holanda analisa a colonização espanhola e portuguesa daAmérica através de uma analogia entre um semeador e um ladrilhador. O semeador representa o colonizador português que, ao chegar ao Brasil, não demonstra esforços de colonização no sentido de desenvolver na colônia uma extensão do império português; apenas joga suas sementes ao vento, de forma aparentemente “desleixada”. Trata-se apenas de um local para exploração, de passagem, sem grandes necessidadesde investimentos ou desenvolvimento de infraestrutura; não havia intenção de aqui constituir raízes.
Que dirá então das universidades espanholas? Se não são provas contundentes do apego a terra e colonização como extensão do estado espanhol? É interessante analisar que o colonizador espanhol – como ladrilhador, meticuloso em seu trabalho – se estabelece no interior da colônia, buscando um climamais semelhante ao europeu; ao contrário do português, que permanece no litoral, como que afirmando o caráter mercantil na facilidade para o escoamento do fruto de sua exploração. Talvez, pelo fato dos espanhóis não possuírem verdadeira unidade como os vizinhos lusitanos, essa característica de ladrilhador de “amor exasperado à uniformidade e à simetria” surja como “resultado da carência deverdadeira unidade” . No trato com a natureza, no esforço e na “enérgica vontade construtora”, os espanhóis se diferenciavam dos portugueses, que apenas obedeciam à topografia da natureza.
As cidades não deixavam de ser meios de dominação, de forma que o esforço em constituí-las pelos espanhóis mostra maior empenho na obra colonizadora, de impor suas leis e costumes, do que as feitorias portuguesas. “Umzelo minucioso e previdente dirigiu a fundação das cidades espanholas na América. Se, no primeiro momento, ficou ampla liberdade individual, a fim de que, por façanhas memoráveis, tratassem de incorporas novas glórias e novas terras à Coroa de Castela, logo depois, porém, a mão forte do Estado fez sentir seu peso, impondo uma disciplina entre os novos e velhos habitadores dos países americanos,apaziguando suas rivalidades e dissensões e canalizando a rude energia dos colonos para maior proveito da metrópole”.
A arquitetura é a área em que mais se nota diferença. Os espanhóis iniciavam suas cidades a partir da praça major, fazendo brotar dela as quatro ruas principais da cidade; tudo geometricamente perfeito. Os portugueses por sua vez não estavam preocupados com detalhes como esses, afundação de Salvador, por exemplo, é típica de um desleixo extraordinário. Vilhena não podia deixar de questionar-se do porque de haverem escolhido um local “‘tão cheio de quebras e ladeiras’, quando ali, a pouca distância, tinham um sítio ‘talvez dos melhores que haja no mundo para fundar uma cidade (…)’”. Esse desleixo talvez possa ser encarado como a falta de ambição de arquitetar o futuro, poisaquela terra não era mais do que uma breve passagem. Era uma forma de enriquecer rápido, para voltar e desfrutar dos prazeres do Reino.
Outra diferença importante entre os semeadores e ladrilhadores é a lida com os estrangeiros. Enquanto Portugal permitia a livre entrada de estrangeiros que viessem aqui trabalhar, permitindo até que atuassem como mercadores pela costa, os castelhanos,...
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