Fichamento

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  • Publicado : 28 de fevereiro de 2013
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América Latina e os anos recentes: o estudo da recepção em comunicação social
-A recepção não é apenas uma etapa do processo de comunicação e sim é um lugar diferente de onde devemos pensar os estudos da comunicação. É de certa forma uma espécie de metáfora de reencontro dos estudos da comunicação com a sociedade de hoje.
Repensar o processo inteiro de comunicação
-Confusão muito grave:confundir o significado da mensagem com o sentido do processo e o das práticas de comunicação
-A iniciativa da atividade comunicativa é colocada ao lado do emissor. E o receptor tem como única possibilidade reagir aos estímulos que lhe envia o emissor.
-Concepção epistemológica condutista: recepção um lugar de chegada e não um lugar de partida
-Concepção epistemológica iluminista – o processo deeducação como um processo de transmissão do conhecimento para quem não conhece
-As duas concepções – profundo moralismo. O receptor é sempre um ser manipulado.
-O modelo condutista- exigia a separação radical entre como se estuda o emissor, a mensagem e o receptor.
As mediações: anacronias e fragmentações
Primeira mediação que a recepção, vista como um lugar, introduz: a questão das anacroniase das diferentes relações com o tempo (destempos).
1ª questão – não há só uma história, nem no sentido que Marx pensava, em que a burguesia como classe universal unificava os tempos.
A reflexão sobre pós-modernidade fez uma critica radical dessa visão unidirecional da historia, buscando resgatar a heterogeneidade de temporalidades. Essa é a primeira mediação fundamental: a heterogeneidade detemporalidades, ela pode ser pensada em nível macro, por exemplo, na proposta de Raymond Williams de que toda sociedade convivem formações culturais arcaicas residuais emergentes. Durante muito tempo estudamos comunicação sem pensar no seu papel na reorganização da divisão social, e, portanto, de seu contrario, na reorganização dos reconhecimentos. E quando falo de reorganização das divisões sociais,quero dizer: primeiro, que muito do que os pós- modernos chamam de fragmentação.
Os valores da nossa sociedade, de alguma forma, estão sendo refragmentados e rearticulados; não pela vontade dos publicitários, mas porque a experiência social esta mudando profundamente, e lá os publicitários fazem sua parte, tem sua iniciativa, e seu poder, embora um poder muito relativo e que consiste menos emmanipular, e mais em saber observar, descobrir o que esta se passando.
É certo que havia interesses de negócios, mas também a preocupação: como vamos fazer as pessoas lerem, não com capítulos curtos e narrativos? Se fossem longos perder-se-ia sentido da historia. Portanto, concluíram que o folhetim, mesmo o diário, tinha que ter três ou quatro cortes com títulos muito chamativos, para auxiliar amemória, que é muito importante no prosseguimento do relato. Não se tem dado a devida importância à imensa maioria dos cidadãos que nunca entram numa livraria e que compram tudo o que lêem nas bancas.
E aqui apresento minha segunda questão polemica: como estamos pensando a reorganização que esta acontecendo, quando nossas maiorias, quase não lêem e entram na modernidade por meio da gramática doradio, do cinema e da televisão?
Partamos daí para estudar quais são realmente as dimensões de autenticidade, de verdade.
Eu não posso ver como vocês poderão construir o futuro sem tomar conhecimento da enorme memória deste planeta, registrada nos livros. Me pergunto se nós, das escolas de comunicação, estamos nos colocando esta questão: Por que os jovens lêem cada vez menos, e estão cada vez maisacomodados? Por que a leitura implica no trabalho e eles não querem trabalhar? Ou há outra cultura, outra sensibilidade que desde a escola primaria não foi captada? O resultado é que as crianças aprenderam a ler sem nenhum prazer. Creio indubitavelmente que nossos filhos foram castrados, e que os professores acharam muito mais fácil colocar a culpa na televisão. Eu não digo que a conformismo...
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