Fichamento

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“Do estrito ponto de vista profissional, o fenômeno mais característico desta quadra relaciona-se à renovação do Serviço Social.[...] No âmbito das suas natureza e funcionalidade constitutivas, alteraram-se muitas demandas práticas a ele colocadas e a sua inserção nas estruturas organizacional-institucionais (donde, pois, a alteração das condições do seu exercício profissional); a reprodução dacategoria profissional a formação dos seus quadros técnicos viu-se profundamente redimensionada (bem como os padrões da sua organização como categoria); e seus referenciais teórico-culturais e ideológicos sofreram giros sensíveis (assim como as suas auto-representações)”(p.115)
“[...] O cariz do Serviço Social, em meados dos anos oitenta, revela a simultânea e contraditória relação que, nasduas décadas anteriores, o desenvolvimento profissional estruturou com a sua herança: mudança, continuidade e intenção de ruptura.”(p.116)
“A análise desta renovação, tomada na sua pluricausalidade e na sua multilateralidade, é ainda um desafio para os estudiosos do Serviço! Social, sejam assistentes sociais ou não. [...] Ela supõe, é desnecessário dizê-lo, a compulsória e mediatizada remissão aomovimento macroscópico da autocracia burguesa a renovação do Serviço Social, no Brasil, mesmo que não se possa reduzir os seus múltiplos condicionantes às constrições do ciclo ditatorial, é impensável, tal como se realizou. sem a referência à sua dinâmica e crise”(p.116)
“Nosso objetivo central, aqui, é oferecer um contributo à necessária análise deste processo de renovação, cujos rebatimentos sãovisíveis nos dias correntes.”(p.116)

2.1. A autocracia burguesa e o Serviço Social
“As relações entre o movimento global do ciclo autocrático burguês e o Serviço Social não podem ser visualizadas em aspectos que, embora indicadores do caráter profundo da ditadura são efetivamente adjetivos.”
“[...] É na confluência deste condicionalismo inédito que se pode rastrear a essencialidade daquelasrelações e identificar com nitidez a sua conexão com a renovação do Serviço Social.”(p.117)
“[...] Tudo indica que este componente atendia a duas neces
sidades distintas: a de preservar os traços mais subalternos do exercício profissional, de forma a continuar contando com um firme estrato de executores de políticas sociais localizadas bastante dócil e, ao mesmo tempo, de contrarrestar projeçõesprofissionais potencialmente conflituosas com os meios e os objetivos que estavam alocados às estruturas organizacional-institucionais em que se inseriam tradicionalmente os assistentes sociais”.(p.118)
“[...] Se se leva em conta a força da inércia no bojo da instituciona-lidade profissional (inércia ela mesma potenciada pelos referenciais ideais do Serviço Social "tradicional"), é possível agarrar asignificância deste componente da postura ditatorial ele é um dós vetores que responde, em grande medida, pela continuidade de práticas e (auto) representacões profissionais que, prolongando-se nos dias atuais, mostram-se inteiramente defasadas em face das requisições socioprofis-sionais postas pela dinâmica da sociedade brasileira”.(p.118)
“[...] Se, realmente, a autocracia burguesa investiu nareiteração de formas tradicionais da profissão, seu movimento imanente apontou, como tendência e factualidade, para uma ponderável reformulação do cenário do Serviço Social, justamente pela instauração daquelas condições novas a que aludimos linhas atrás.”(p.118)
“No que diz respeito à prática dos profissionais, o processo da "modernização conservadora", tomado globalmente, engendrou um mercadonacional de trabalho, macroscópico e consolidado, para os assistentes sociais. [...] O desenvolvimento das forças produtivas, na moldura sociopolítica peculiar da autocracia burguesa, saturou o espaço social brasileiro com todas as refracões da "questão social" hipertrofiadas e com a sua administração crescentemente centralizada pelas políticas sociais do Estado ditatorial.”(p.119)
“A criação de um...
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