Fichamento urbanismo

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 5 (1205 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 4 de outubro de 2012
Ler documento completo
Amostra do texto
Autor: Sette Whitaker Ferreira, João.

Perspectivas e desafios para o jovem arquiteto no Brasil


O texto procura discutir sobre o papel do arquiteto nos dias de hoje. E chama à atenção para o urbanismo mal difundido pela profissão.
O autor precede de uma discussão sobre os conjuntos habitacionais e a essência da arquitetura que está tão crua e obsoleta, pois os valores arquitetônicos dehoje em dia estão sendo engolidos pelo valor comercial, sendo priorizados os condomínios de alto padrão e casas de luxo.
Sette ainda chama à atenção quanto à competitividade da área que restringe não só o campo, mas como também o talento de grandes profissionais que trabalham arduamente em escritórios de grande produção, mas que acabam sendo apagados pois não são "os célebres".
Há também a questãoda Arquitetura ser uma área muito difícil em se pensar que para ser reconhecido é necessário muito esforço e muito trabalho.
Mas isso obviamente vale para qualquer área, a questão é que o estudante deve estar preparado para receber um país que está esquecendo a essência da Arquitetura. Por isso João Sette ressalta o valor dos projetos institucionais, pois nestes, não estamos direcionando umespaço a um mesmo público, mas é algo para ser compartilhado por todos, de uso comum.
Esse tipo de concepção arquitetônica está ausente nos dias de hoje, os projetos de classe média-baixa deveriam ser mais valorizados;
Uma grande preocupação é o fato que o urbanismo está sendo pouco estudado, de modo que a classe média alta sempre é privilegiada, e é um engano para a nossa própria sociedade. Étotalmente contraditório ao se pensar que vivemos num país em desenvolvimento, mas que minimamente habitam os de classe média-alta.
O nosso país limita a criatividade e o explorar da arquitetura nas cidades. Sette revela que aquilo que é aprendido nas universidades parece não ser aplicado na prática, ou seja, nos projetos urbanos.
O que acaba acontecendo também, é que o mercado imobiliário é muitoinfluenciador e impactante, pois acabam produzindo prédios isolados no lote, cercados e murados, que renegam a rua e a cidade.
O individualismo e a ideia super acomodada de construir praças e áreas de lazer em condomínios fechados exclui a lógica urbana e a possibilidade da fluidez de um uso contínuo e coletivo.
A preocupação em discussão é dada na grande ênfase que as próprias revistas dearquitetura e urbanismo colocam. Como se só tivesse o direito de ter uma parabenização pelo projeto executado, os escritórios famosos, os que atendem ao publico de luxo, aos que servem o estrelismo.
O autor abre uma discussão quanto a quem seria o "culpado" por todo esse transtorno urbano. E na realidade o mesmo informa que a culpa é coletiva, a culpa é de quem aceita enxergar o papel da cidade comoutros olhos, e além do que a culpa é em parte do governo, por viabilizar sempre projetos que priorizam os mais ricos.
No mais, Sette informa que existem arquitetos que tem ciência dessa problematização social, mas não ganha um espaço suficiente para colocar essas questões em prática. E volta a criticar a falta de arquitetura e urbanismo no país, de modo que a falta de desenvolvimento seja tratada tãoestranhamente nos dias de hoje. As novas construções estão seguindo um pensamento individualista, sem projeto urbanístico.
Logo, João Sette traz em discussão o desenvolvimento urbano das pequenas e médias cidades em contrapartida nas metrópoles como Rio De janeiro e São Paulo. E adiante, realça a crescente massa urbana que se desenvolve nas cidades médias e a implementação da arquitetura nessascidades trazidas da metrópole. Um conceito mal formalizado, sem menor primor arquitetônico, apenas o controle do capitalismo imobiliário com processo de verticalização que promove um individualismo à cidade.
O descuido é evidente ao se observar que em algumas cidades não há saneamento básico e um tratamento adequado para impermeabilização do solo, etc.
Adiante, tem-se uma das justificativas...
tracking img