Fichamento gnoseologia de kant - ied

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Gnoseologia de Kant
Kant, em seu estudo, questiona os limites do conhecimento, tanto pelo lado racional quanto pelo empírico e classifica os juízos ou proposições em analítica ou sintética e a priori ou a posteriori. Ele divide também sua lógica transcendental em analítica e dialética e tem como uma de suas conclusões que jamais poderemos chegar às coisas como elas realmente são; a percepção érelativa a cada observador.
“O termo metafísica é empregado por Kant em sentido muito amplo, significando tanto a investigação dos fundamentos filosóficos da ciência quanto o conjunto de questões que o homem se coloca diante do mundo. A “revolução copernicana” proposta pela Crítica Kantiana parte de uma mudança na atitude que adota o sujeito cognoscente: o problema não é se se pode conheceratravés da razão ou da experiência – questão em torno da qual se debatiam racionalistas e empiristas – mas sim como se pode conhecer, isto é, quais os limites do conhecimento, seja pelo lado racional, seja pelo empírico.” (p. 26)
“[...] a tarefa básica da filosofia consisti em uma crítica das possíveis relações entre um sujeito e um objeto, ou seja, constituir uma teoria do conhecimento, é doscaracteres importantes da filosofia moderna. Kant, na linha de Descartes, teve papel fundamental na formação dessa característica.” (p. 26)
“[...] Hume [...] ao levar o empirismo de Locke e outros a suas ultimas consequências lógicas e argumentativas, retirou-lhe toda plausibilidade enquanto teoria do conhecimento e concluiu que o conhecimento não é apenas vão como também impossível. Kant dedica-se arefutar tal atitude cética.” (p. 26)
“Vê-se que Kant já recusaria a premissa, posteriormente adotada pelos neokantianos, de que os objetos possam ser um produto exclusivo do pensamento. E também não aceita o ceticismo pregado por Hume no sentido de ser o conhecimento impossível. Era preciso construir uma filosofia que pudesse fundamentar todas as ciências, empíricas ou não, pois essa era a tarefa dametafísica moderna. Se construímos pontes a partir de cálculos conduzidos pela razão, deve haver relações adequadas entre o sujeito e o mundo.” (p. 27)
“Cabe então, pela estratégia kantiana, fazer duas importantes distinções na classificação dos juízos ou proposições, que constituem a forma de expressão dos juízos: uma proposição pode ser, quanto à relação entre sujeito e predicado, analíticaou sintética; quanto à relação com a experiência, a priori ou a posteriori. Ao contrário dos filósofos anteriores, [...] Kant não aceita o postulado de que toda proposição sintética é também a posteriori, embora concorde que as proposições analíticas são sempre a priori.” (p. 27)
“Juízo analíticos são aqueles em que a conexão do predicado com o sujeito é pensada por identidade: o que se diz dosujeito já é parte de sua própria conceituação. [...] o predicado está contido no sujeito, [...] como a conclusão de que a=c, decorrentes das premissas a=b e b=c.” (p. 28)
“Nos juízos sintéticos, o predicado nos traz uma nova informação sobre o sujeito, ou seja, o critério de adequação do juízo não está contido nele mesmo e não pode ser averiguado sem auxílio de elementos externos a ele, [...] “Osportugueses chegaram ao Brasil em 1500”.” (p. 28)
“O juízo a priori é definido como aquele que independe de toda percepção concreta e de qualquer experiência. Ele é produto de uma intuição intelectual [...] que apreende imediatamente um objeto que se apresenta.” (p. 28)
“Um juízo a posteriori [...] é um juízo empírico; sua confirmação depende diretamente da experiência; [...] expressa osresultados de observações. O juízo sintético sobre a chegada dos portugueses ao Brasil, mostrado acima, é também um juízo a posteriori.” (p. 29)
“Então, todo juízo analítico é a priori. [...] Kant [...] como dito, [...] não aceitava o postulado de que todo juízo sintético depende exclusivamente da experiência, ou seja, de que todo juízo sintético é necessariamente a posteriori. [...] Mostrar...
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