Fichamento dewey - a arte como experiência

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Ter uma experiência (pp. 109 – 141). Terceiro capítulo
DEWEY, John. Arte como experiência. Trad. Vera Ribeiro. São Paulo: Martins Fontes, 2010.

EXPERIÊNCIA

INCIPIENTE EXP. SINGULAR

INESTÉTICA EXP. PRÁTICA EXP. DE PENSAMENTO


O QUE É TER UMA EXPERIÊNCIA* ocorre continuamente, porque a interação do ser vivo com as condições ambientais está envolvida no próprio processo de viver. (p. 109)
*

As experiências ocorrem continuamente por serem consequência da interação do ser vivo com o meio, porém, estas nem sempre serão o que o autor chama de experiência singular.

TIPOS DE EXPERIÊNCIA

EXPERIÊNCIA INCIPIENTE
* as coisas sãoexperimentadas mas não de modo a se comporem em uma experiência singular
* há distrações ou dispersões, o que se pensa, o que se deseja ou que se obtém discordam entre si.
* A experiência se inicia e se interrompe, não porque a experiência tenha atingido seu fim em nome do que ela foi iniciada, mas por causa de interrupções externas ou letargia interna.

EXPERIÊNCIA SINGULAR

FLUXOUNIDADE - qualidade ímpar que perpassa a experiência inteira, a despeito das variações das partes que a compõem.
- não é afetiva, prática, nem intelectual (estes termos apenas nomeiamdistinções que a reflexão pode fazer dentro dela) – adjetivos de interpretação.

CONTINUIDADE COMEÇO-MEIO-FIM

UNIDADE QUE GERA “AQUELA” EXPERIÊNCIA

APÓS CONCLUÍDA A EXPERIÊNCIA UMA PROPRIEDADE DOMINANTE CARACTERIZA A EXPERIÊNCIA COMO UM TODO

* O material vivenciado faz o percurso até sua consecução. (p.109)
* A experiência é integrada e demarcada no fluxo geral da experiênciaproveniente de outras experiências.
* Conclui-se a experiência de tal modo que seu encerramento é uma consumação e não uma cessação.

“Essa experiência é um todo e carrega em si seu caráter individualizador e sua autosuficiência. Trata-se de uma experiência.” (p. 110)

“... a vida não é uma marcha ou um fluxo uniforme e ininterrupto. É feita de histórias, cada qual com seu enredo, seu início emovimento para seu fim, cada qual com seu movimento rítmico particular, cada qual com sua qualidade não repetida, que a perpassa por inteiro. Uma escada, por mais mecânica que seja, procede por degraus individuais, e não por uma progressão indiferenciada, e um plano inclinado distingue-se de outras coisas, no mínimo, por uma descontinuidade abrupta. ” (p.110)

“Nessas experiências, cada partesucessiva flui livremente, sem interrupção e sem vazios não preenchidos, para o que vem a seguir. Ao mesmo tempo não há sacrifício da identidade singulares das partes. Um rio, como algo distinto de um lago, flui. Mas seu fluxo, dá a suas partes sucessivas uma clareza e interesse maiores do que os existentes nas partes homogêneas de um lago.” (p.111)

“Em uma experiência, o fluxo vai de algo paraalgo. À medida que uma parte leva a outra e que uma parte dá continuidade ao que veio antes, cada um ganha uma distinção em si. O todo duradouro se diversifica em fases sucessivas, que são ênfases de suas cores variadas.
Por causa da fusão contínua, não há buracos, junções mecânicas nem centros mortos quanto temos uma experiência singular. Há pausas, lugares de repouso, mas eles pontuam e definem aqualidade do movimento. Resumem aquilo por que se passou e impedem sua dissipação e sua evaporação displicente. A aceleração contínua é esbaforida e impede que as partes adquiram distinção. Em uma obra de arte, os diferentes atos, episódios ou ocorrências se desmancham e se fundem na unidade, mas não desaparecem nem perdem seu caráter próprio ao fazê-lo - tal como, em uma conversa amistosa,...
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