Fichamento - delumeau, jean. nascimento e afirmação da reforma. livro 3. capítulo 1 “as causas da reforma”, pp. 251-273.

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AD 2
História Moderna I


Fichamento

DELUMEAU, Jean. Nascimento e afirmação da Reforma. Livro 3. Capítulo 1 “As causas da Reforma”, pp. 251-273.

O texto aborda a explicação exclusivamente econômica, surgida após o marxismo que procura justificar Reforma, abordando os estudos econômicos sobre o nascimento da reforma e a crítica dessas explicações. Aborda também a tese tradicional,falando sobre os abusos disciplinares e a explicação teológica da Reforma.
Segundo Fr. Engels, as guerras de religião do século XVI, eram antes de tudo guerras de classes.
Seguindo esse pensamento, muitos historiadores, estudaram a reforma de um ponto de vista materialista ou fazendo abstração.
De acordo com Oscar A. Marti, a Igreja Católica estava em uma situação perigosa diante à correnteascendente da economia urbana burguesa e capitalista, já que estava muito ligada as estruturas rurais.
Para Corr. Barbalho a Reforma representava o progresso econômico e social.
Para justificar o caráter econômico da Reforma, os especialistas estudiosos do século XVI, dão atenção ao caso específico de Thomas Muntzer, que segundo Engels, era um revolucionário plebeu, completamente imbuído dosescritos milenaristas da idade média que se levantou no lugar de Lutero que havia se desligado das alianças com as classes populares e rapidamente virou um “agitador político. Para Engels Muntzer rejeitava a bíblia como revelação exclusiva e infalível, sendo para ele a verdadeira revelação a razão.
Nos estudos econômicos sobre o nascimento da Reforma, Henrique Hausen via os fatoresreligiosos e sociais totalmente unidos. Para ele não era somente uma luta contra os abusos do clero, mas também uma luta por igualdade natural de todos os homens. Discordava da opinião professada pela maioria dos historiadores franceses do seu tempo que viam no partido burguenote, um partido de nobres. Pretendeu explicar também a escolha dos príncipes que decidiu romper com Roma para que nãoprecisassem mais secularizar a terra para faze- la cair sob as garras de seu fisco. Dessa forma, ainda que não se veja uma explicação econômica geral da Reforma, encontra- se razões particulares de ordem econômica.
A crítica às explicações econômicas (marxista), vai dizer que já existia uma mudança econômica antes do século XVI. Deste modo, estas mudanças são apenas continuidades das mudanças da IdadeMédia.
Com relação à tese, a partir de Engels, a respeito de Thomas Muntzer, que o consideravam um revolucionário comunista que vestia uma “mascara bíblica”, é rejeitada pelos historiadores não marxistas e vista como uma forma de diminuí-lo e explicar a transição do político para o religioso e da fé para um ateísmo disfarçado.
J. leder, não considera Muntzer um simples profeta da revoluçãosocial, pois sua inspiração permanece essencialmente religiosa. Segundo ele, Lutero não viu que a Reforma Religiosa não é possível sem Revolução social.
Desse modo, a concepção marxista da reforma cometeu um anacronismo, ao transpor para o século XVI realidades e conflitos do século XIX.
Quanto a opinião de Hauser de que o protestantismo teria sido primeiramente em França , antes de 1560, umareligião de gente humilde, ao olharmos a lista de habitantes da época, teremos a impressão de que ela se confirma. Mas o fato é que na sociedade do século XVI, os humildes eram muito mais numerosos que os nobres.
Na tese tradicional, a Reforma aconteceu por causa dos abusos cometidos pela igreja, o escândalo das indulgências, etc.
Bossuet explica as revoltas religiosas do século XV por causasmorais e afirma que a Reforma que se desejava apenas respeitava à disciplina e não à fé.
Do lado católico abraçava–se também a explicação moral, considerando Lutero um monge decaído e afirmando que as pessoas haviam se voltado para o protestantismo porque em companhia de seus pastores, se encontravam em um estado de menor resistência moral.
Nos nossos dias, a explicação moral da Reforma foi...
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