Fffffffff

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 8 (1957 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 30 de abril de 2011
Ler documento completo
Amostra do texto
Antonio Carlos Bezerra Camelo

FREIRE, P. Pedagogia da Indignação: cartas pedagógicas e outros escritos. São Paulo: UNESP, 2000.

“É porque podemos transformar o mundo, que estamos com ele e com outros. Não teríamos ultrapassado o nível de pura adaptação ao mundo se não tivéssemos alcançado a possibilidade de, pensando a própria adaptação, nos servir dela para programar atransformação.” (Pedagogia da Indignação, 2000.)”.

Desrespeitando os fracos, enganando os incautos, ofendendo a vida, explorando os outros, discriminando o índio, o negro, a mulher, não estarei ajudando meus filhos a ser sérios, justos e amorosos da vida e dos outros.”
(Pedagogia da Indignação, 2000.)

“Foi difícil para mim iniciar a leitura dessas páginas. Tinha medo. Eracomo se isso fosse confirmar o fato consumado de sua ausência, tão dolorosa quando irreversível. Ler um livro incompleto de Paulo implicaria para mim estar novamente diante de sua morte. (...) (FREIRE, 2000, p.10)”.

Paulo foi um desses homens que venceu o ciclo de sua vida com o mundo e se pereniza com a sua presença de vida entre nós pelas suas qualidades de gente e de intelectualcomprometido com a Verdade.
“A mim me dá pena e preocupação quando convivo com famílias que experimentam a "tirania da liberdade" em que as crianças podem tudo: gritam,riscam as paredes, ameaçam as visitas em face da autoridade complacente dospais que se pensam ainda campeões da liberdade. (Pedagogia da Indignação, 2000.)”.

Nesse trecho observamos a coerência necessária a suaautenticação como pensador das liberdades dentro dos limites da Verdade que criou.
“A educação tem sentido porque o mundo não é necessariamente isto ou aquilo, porque os seres humanos são tão projetos quanto podem ter projetos para o mundo. (Pedagogia da Indignação, 2000.)”.

“A educação tem sentido porque mulheres e homens aprendem que é aprendendo que sefazem e se refazem, porque mulheres e homens se puderam assumir como seres capazes de saber, de saber que sabem, de saber que não sabem. De saber melhor o que já sabem, de saber o que ainda não sabem. (Pedagogia da Indignação, 2000.)”.

“A educação tem sentido porque, para serem, mulheres e homens precisam de estar sendo. Se mulheres e homens simplesmente fossem não haveria porquefalar em educação. (Pedagogia da Indignação, 2000.)”.

“A consciência do mundo, que viabiliza a consciência de mim, inviabiliza a imutabilidade do mundo. A cons ciência do mundo e a consciência de mim me fazem um ser não apenas no mundo mas com o mundo e com os outroS. (Pedagogia da Indignação, 2000.)”.

“Um ser capaz de intervir no mundo e não só de a elese adaptar. É neste sentido que mulheres e homens interferem no mundo enquanto os outros animais apenas mexem nele. É por isso que não apenas temos história., mas fazemos a história que igualmente nos faz e que nos torna portanto históricos. (Pedagogia da Indignação, 2000.)”.

“Mas, se recuso, de um lado, o discurso fatalista, imobilizador da história, recuso, por outro lado, odiscurso não menos alienado do voluntarismo histórico, segundo o qual a mudança virá porque está dito que virá. No fundo, são ambos estes discursos negadores da contradição dialética que cada sujeito experimenta em si mesmo, de sabendo-se objeto da história, tomar-se igualmente seu sujeito. (Pedagogia da Indignação, 2000.)”.

“Saliente-se que o discurso da impossibilidade damudança para a melhora do mundo não é o discurso da constatação da impossibilidade mas o discurso ideológico da inviabilização do possível. Um discurso por isso mesmo, reacionário; na melhor das hipóteses, um discurso desesperadamente fatalista. (Pedagogia da Indignação, 2000.)”.

O discurso da impossibilidade de mudar o mundo é o discurso de quem, por diferentes razões,...
tracking img