Exercicio empresarial

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  • Publicado : 30 de abril de 2012
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DISCIPLINA: LOGÍSTICA EMPRESARIAL


PROFESSOR: MSc. GUSTAVO KRAMER





EXERCÍCIO 04


Instruções: ler o texto com atenção, discutir em grupo e responder as questões do final. Em seguida, comentaremos o texto no grande grupo.





De volta aos trilhos


As ferrovias representam uma das mais eficientes opções de transporte, especialmente de carga, em países com dimensõescontinentais. Felizmente - como mostra o exemplo da China -, ainda dá para recuperar o tempo perdido.





Uma das respostas mais incisivas que o governo chinês deu à chegada da crise econômica ao país foi o anúncio de um pacote de investimentos em infraestrutura de transporte de 264 bilhões de dólares. É uma mensagem clara: os chineses elegeram a melhoria da logística como forma de ganharcompetitividade para os tempos de crise e, naturalmente, para depois que ela passar. Uma parcela substancial dessa reação se materializa no maior programa de obras ferroviárias do planeta. Nada menos que 88 bilhões de dólares deverão se transformar em estradas de ferro, locomotivas e vagões nos próximos anos. As novas linhas serão agregadas à malha já existente de 66 000 quilômetros, que corta asregiões mais populosas da China. Os chineses repetem hoje os maciços investimentos que Estados Unidos e países europeus fizeram em ferrovias no século 19 e dos quais até hoje se beneficiam. Mostra, com isso, que ter perdido o trem no passado não implica ficar acomodado no atraso - uma lição à qual o Brasil deve prestar atenção, porque as ferrovias ainda são a principal solução para o deslocamento emmassa de cargas e de pessoas em países de grande dimensão.


Aqui, durante décadas não se construiu um único quilômetro de trilho novo - apesar do evidente ganho em termos de custo de transporte. Agora, finalmente, há acenos de uma retomada na expansão da malha ferroviária. Está em gestação um novo lote de projetos de quase 10 000 quilômetros de estradas de ferro, obras que demandarão mais de 23bilhões de reais. Além disso, cerca de 10 bilhões deverão ser investidos até 2015 por operadoras privadas na modernização da malha sob concessão. Esse dinheiro pode atenuar o enorme descompasso entre o Brasil e as demais nações continentais. Somos, de longe, o menos servido por ferrovias. Cálculos da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários indicam que o país precisaria de 52 000quilômetros para cobrir seu território de forma eficiente. Hoje, a malha brasileira, que chegou a ter 37 000 quilômetros de extensão nos anos 50, conta com 28 831 quilômetros, dos quais apenas 40% - cerca de 11 000 quilômetros - estão em condições de uso.


Um dos efeitos nocivos do pouco investimento no passado foi a distância criada entre as linhas existentes e a nova geografia do desenvolvimentono país. Quase metade da malha é concentrada nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Com o avanço da produção agrícola em direção ao Centro-Oeste, parte significativa da carga passou a viajar de caminhão. Cerca de 60% da soja brasileira enfrenta rodovias precárias antes de chegar ao destino final. E a tendência é que a produção continue a avançar na porção mais ao norte dopaís. Nessas regiões, a chegada de novas ferrovias pode facilitar e baratear o escoamento de commodities como soja e milho, bem como de fertilizantes no percurso de volta. Há nítida vantagem de eficiência em favor da ferrovia: o custo para transportar 1 000 toneladas de carga de caminhão é de 271 reais por quilômetro, ante 44 reais no transporte por trem, segundo cálculos da consultoria Macrologística.Nem toda diferença é repassada pelas ferrovias para os clientes. As concessionárias de ferrovias, devido ao modelo de privatização adotado, detêm uma espécie de monopólio de seus caminhos. "Para baixar os preços, seria preciso instituir o direito de qualquer operador trafegar nos trilhos do outro", diz Paulo Fleury, diretor do Instituto de Logística da Universidade Federal do Rio de Janeiro....
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