Eutanasia

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  • Publicado : 13 de abril de 2012
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EUTANÁSIA

O Homem tem o direito de interferir na vida humana? Até que ponto?

Introdução

A origem da palavra eutanásia remonta o século XVII, sendo oriunda do filósofo inglês Francis Bacon. Em sua etimologia, ela é composta por duas palavras gregas eu, que significa bem, e thanasia, que significa morte. Sendo assim, em seu sentido literal a palavra eutanásia significa “boa morte”, “morteapropriada” e o seu oposto é distanásia, morte lenta inquieta e com sofrimento.
Contudo, com o passar do tempo e os avanços científico-tecnológicos, o terno eutanásia passou a designar outras formulações para a morte. Passou a designar principalmente a morte causada a um indivíduo que sofre de alguma enfermidade incurável e penosa, onde, para se suprimir a agonia e o sofrimento deste, utiliza-seda aplicação da eutanásia para “aliviar” os sofrimentos destes pacientes, chamados de terminais. Então, pode-se afirmar que o sentido deste termo ampliou-se, passando a abranger também, os termos suicídio assistido, o homicídio piedoso entre outros.
Todavia, essa nova determinação conceitual, traça um importante aspecto ao termo, pois passou a agregar a ideia de que é satisfatório (aos menospara o sujeito) a ideia de conscientemente causar a morte de alguém, seja pelo motivo de piedade, compaixão ou de amenizar/acabar com o sofrimento, introduzindo assim, novas causas para “explicar” e validar o óbito. Desse modo, a morte por eutanásia, passou a ser considerada uma morte “não natural”, dependendo dos objetivos e motivos, é possível recorrer a alguma forma de eutanásia para interromper avida.
Muitas outras questões acoplam-se a questão da eutanásia. Dentre elas destaca-se a discussão sobre o direito de uma pessoa de por fim a própria vida, valendo-se do auxilio de terceiros. Nesse enfoque, destacam-se a ética principialista do direito a autonomia e as faculdades do direito, como o direito juridicamente tutelado, onde coercitivamente uma pessoa pode exigir que sua vontade possatornar-se válida.
Ademais, deixando de lado o enfoque do direito dessa temática, surgem então, questões que se posicionam em outros âmbitos, como o ético e o bioético.

Desenvolvimento

Através do presente artigo, será defendida uma abordagem científico-filosófica, sobre um tema Bioético, a propósito do valor e do sentido da vida, no que se refere às formas de Eutanásia, seus métodos deaplicação, sua inserção na vida humana e suas implicações na sociedade contemporânea.
Comportará então, um encaminhamento teórico reflexivo sobre os campos fundamentais do estudo e da prática das formas de Eutanásia; abordagem conceitual, aspectos éticos, bioéticos, históricos e filosóficos, relevância ou não da aplicação desse método que envolve a ética prática ou aplicada, sendo essas oaproveitamento de resultados da ética normativa nas questões morais do cotidiano.
É pretendido, tentar justificar, filosoficamente, a aplicação de uma das formas de Eutanásia – a que melhor comportar o objeto almejado – como um método que possa caracterizar o fim de um estágio da vida humana, mais especificamente quando não há mais a possibilidade de uma vida saudável.
Então, tenho por objetivos, realizaruma reflexão sobre a Eutanásia, analisando-a sob os princípios da autonomia, um dos princípios fundamentais da bioética que é “respeite a autonomia das pessoas”, ou seja, em se tratando de Eutanásia a capacidade que cada indivíduo tem de deliberar e escolher o modo de morrer, a partir de suas próprias reflexões e de sua consciência moral. De tal modo, não manifesto incentivo à prática daEutanásia, porém, sendo está, uma escolha “legal e livre”, respeito e me conformo com a decisão se um ente querido optar para si, esse fim, desde que, sua escolha não infrinja danos (físicos ou morais) a terceiros.
Assim, a questão da Eutanásia naturalmente se insere em distintas discussões. Isso se deve, porque a morte pode ser analisada sob diversos aspectos: divino, religioso, metafísico..., e...
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