Estudo sobre a cultura organizacional e as relações comunicacionais na empresa

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  • Publicado : 11 de setembro de 2012
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UM ESTUDO SOBRE A CULTURA ORGANIZACIONAL E AS RELAÇÕES COMUNICACIONAIS NA EMPRESA:
O MODELO GMB
 
João Bosco dos Santos
 
INTRODUÇÃO
Inequivocamente, as empresas são uma das mais complexas e admiráveis instituições sociais que a criatividade e a engenhosidade humana construíram. Apesar de operarem em ambientes diversificados, submetidas às mais variadas pressões e contingências, que semodificam no tempo e no espaço, a elas reagem dentro de estratégias e comportamentos diferentes, atingindo resultados extremamente diversos.
As empresas, também denominadas organizações ou corporações, cumprindo o seu papel social, ou melhor, como organizações sociais, são o mais eficiente meio de satisfazer um grande número de necessidades humanas. Segundo a Teoria dos Sistemas – na qualevidenciou-se e se tornou indisfarçável a natureza sistêmica das organizações em geral, e das empresas em particular.– elas têm entre seus objetivos naturais proporcionar satisfação das necessidades de bens e serviços da sociedade.[1]
Essa satisfação também se manifesta nas relações de trabalho. Srour observa que nos últimos tempos as relações de trabalho passaram por radicais mudanças: os trabalhadoresdeixaram de ser descartáveis e desqualificados (meras engrenagens das linhas de produção) para tornarem-se trabalhadores qualificados e polivalentes (profissionais organizados em ilhas de trabalho).
Na realidade ele pretende conscientizar-nos de que o modelo taylorista-fordista da gestão dos processos de trabalho, fragmentado em tarefas repetitivas e simplificadas, perdeu o fôlego, na medida em que,no seio das organizações, ao operário padrão clássico – indistinto em seu macacão sujo, oprimido e discriminado – se contrapôs um novo tipo de profissional, escolarizado e capacitado, portador de qualificações técnicas sujeitas à permanente reciclagem.[2]
Daí, o surgimento de uma nova cultura organizacional, onde novos pactos organizacionais se inserem de forma ostensiva e em que novas formas derelacionamentos comunicacionais se fazem presente.
Este trabalho objetiva mostrar como se processam esses novos relacionamentos no âmbito de uma grande empresa – tendo como modelo a General Motors do Brasil S.A. – mesmo considerando que ainda permanece o risco de o mundo contemporâneo voltar à barbárie dos totalitarismos corporativistas e que tampouco se deve descartar o perigo de que umaintelectualidade aristocrática continue a se distanciar da massa de desqualificados, alienados pelas novas tecnologias de trabalho.
A geração de empregos na cadeia produtiva é uma das preocupações da empresa. Dados estatísticos dão-nos conta que para cada trabalhador na indústria automobilística existem outros cinco na cadeia de fornecedores. Prevalecendo tais números fica comprovada a importância daGeneral Motors do Brasil para as áreas social e econômica do país: 140 mil empregos gerados no setor de autopeças. Isso realmente configura a responsabilidade social da empresa, mesmo sabendo que essa responsabilidade social, no sistema capitalista, resulta de um processo político de pressões, exercido por contrapartes organizadas e que está longe de ser fruto de algum altruísmo empresarial.
Naverdade, desde os primórdios, a empresa manteve a preocupação com a sua função social, já que investiu em especial na capacitação e especialização da mão-de-obra, em programas de treinamento e estímulo ao desenvolvimento técnico pessoal. Aos trabalhadores, inclusive mulheres, da linha de montagem e dos serviços de apoio – recrutados em grande número entre os imigrantes – foram oferecidos desde logoos cursos da Escola Técnica, criada e mantida pela General Motors do Brasil. Cursos como o de aperfeiçoamento de mecânicos eram extensivos também ao pessoal das oficinas das agências distribuidoras, que já se espalhavam pelo país.
CULTURA ORGANIZACIONAL
Para que possamos compreender o verdadeiro sentido da expressão “cultura organizacional”, preliminarmente, veremos algumas conceituações...
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