Estudo da nike

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NIKE AMADURECE E APRENDE A FAZER NEGÓCIO.





STANLEY HOLMES E ARON BERNSTEIN
BusinnesWeek de Whashington

De muitas maneiras, o despojado prédio de quatro andares que abriga a Innovation Kitchen (em uma tradução literal, a cozinha da inovação) da Nike é uma volta aos dias iniciais da companhia. Localizada no edifício Mia Hamm na sede da Nike, em Oregon, esse centro de estudos estáonde a empresa criou os tênis que a tornaram a estrela da industria de calçados, que movimenta U$$ 35 bilhões. Nesse centro, designers buscam inspiração em tudo, da arquitetura irlandesa às linhas de um Stradivarius.
Foi aí que quase vinte anos atrás o astro projetista da Nike, Tinker Hatfield, surgiu com o Air Jordan – o calçado esportivo mais vendido de todos os tempos. Neste momento, Hatfielde sua equipe estão avaliando os resultados das Olimpíadas de Atenas. Eles produziram uma serie de tênis super – rápidos para os jogos, incluindo a sapatilha de corrida chamada Monsterfly, e a Air Zoom Miler, para corredores de longa distancia.
A Nike patrocinou atletas destacados de todas as parte do mundo. Eles levaram de Atenas 50 medalhas de ouro e dezenas de prata e bronze. Na prova decorrida de 1.500 metros para homens, por exemplo, Hicham El Guerrouj, do Marrocos, levou a medalha de ouro, Bernard Lagat, do Quênia, ficou com a de prata e Rui Silva, de Portugal, com a de bronze.Todos usaram o Air Zoom Miler, enquanto o corredor americano Shawn Crawford levou a medalha de ouro nos 200 metros com um par de Montersflys. E as roupas da Nike também tiveram seu dia de glória.Os quatrosprimeiros dos 100 metros rasos vestiam agasalhos com o símbolo da Nike.
No entanto os eventos mais eloqüentes para a Nike não ocorrem nas pistas. A companhia que adota um marketing de guerrilha e que é famosa por meter seu nariz em grandes eventos esportivos, estava mostrando uma nova limitação.
Oito anos atrás, em Atlanta, a Nike fez uma emboscada a Champion (da Sara Lee Corp.),patrocinadora do basquete, colocando seu símbolo em tamanho gigante na arena. Quando as câmeras de TV focalizavam as arquibancadas, os telespectadores viam a logomarca da Nike nítida e clara.
A Nike já fechou contrato para ser um dos patrocinadores oficiais das Olimpíadas de Pequim, daqui quatro anos, e baixou o tom de sua atitude. Por um bom motivo: hoje em dia, a Nike é referencia quando o assunto émarketing esportivo global. Com receitas que superam os U$$ 12 bilhões no exercício de 2004, encerrado em maio, a companhia de que Philip H. Kinght começou três décadas atrás, vendendo tênis na porta malas de um carro, finalmente amadureceu.
O tipo de criatividade que levou Bill Bowerman, o técnico de atletismo da Universidade do Oregon que fundou a companhia junto com Knight, a sonhar um novo tipode tênis, depois de estudar o aparelho de fazer waffle de sua esposa, ainda é respeitado na Nike.
Quando o assunto é o resto do negócio, porem o jogo é outro.
Longe vão os dias em que executivos da Nike, trabalhando com um pouco mais de intuição, faziam qualquer coisa e gastavam o que era preciso em, busca de publicidade e participação no mercado.
Scott Bedbury, ex diretor de marketing daNike, lembra-se de discutir deu orçamento com Knight em 1987. Ele pedia um aumento de U$$ 8 milhões para os U$$ 34 milhões e estava preocupado para defender sua posição.
Ao invés disso, Knight fez a ele uma pergunta para qual não estava preparado “Como vamos saber que você está pedindo o suficiente?”. Naquele ano, a Nike gastou espantosos U$$ 48 milhões. A impetuosa inovadora do marketingesportivo ainda abre o talão de cheques – como fez quando contratou o fenômeno do basquete Lê Bron James para uma campanha de U$$90 milhões no ano passado – mas esse tipo de gesto é menos freqüente na nova Nike.
Nos últimos anos, a companhia vem devotando a mesma energia detalhes mudamos da condução de um negócio – como o desenvolvimento de sistemas de informações importantes, logística e...
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